Candidatos admitem dificuldade

Pimenta e Pimentel afirmam que material de campanha ainda não circula no interior de Minas

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda e Larissa Arantes |

Pimenta prometeu construir 100 mil casas populares, caso seja eleito governador
Rodrigo Lima / Nitro
Pimenta prometeu construir 100 mil casas populares, caso seja eleito governador

A dificuldade em distribuir materiais de campanha no interior de Minas Gerais foi confirmada nesta segunda pelos dois principais candidatos ao governo, Pimenta da Veiga (PSDB) e Fernando Pimentel (PT), que trocaram acusações em relação à estrutura montada por cada partido para as eleições. Como mostrou nesta segunda O TEMPO, prefeitos de diversas regiões do Estado reclamam que a disputa nas urnas ainda não chegou ao eleitor, entre outros motivos, devido à ausência de santinhos em apoio às candidaturas.  

Pimenta da Veiga disse ser “natural” o problema de logística no início da campanha, mas ressaltou que a estrutura montada pelo PSDB está melhor que a de seu adversário. “O que posso dizer é que parece que o nosso sistema ainda não atingiu todo o Estado, mas, de qualquer modo, entre os candidatos, parece que a nossa campanha é que a está mais estruturada para isso”, afirmou durante evento no comitê central do partido.

Nesta segunda, Pimentel também admitiu o problema, mas garantiu que até esta semana os prefeitos aliados receberão os materiais. “O material está sendo produzido e enviado. Boa parte do interior já recebeu. Os que não receberam vão receber nesta semana”, justificou. Ele atribuiu os problemas à “campanha milionária” do adversário. “Não temos um exército de gente paga nas ruas, fazendo adesivagem de carros e distribuindo panfletos”, completou durante visita ao Mercado Central.

Moradia. Pela primeira vez desde o início da disputa, os candidatos mostraram propostas efetivas. O alvo da vez foi o déficit habitacional do Estado, que, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), é de 510 mil unidades.

O candidato do PSDB prometeu, caso seja eleito, construir 100 mil casas nos quatro primeiros anos de governo, a um custo médio de R$ 80 mil por obra. “O governo do Estado construiu 35 mil habitações. Nós temos um plano ambicioso a esse respeito. É um grande esforço que o governo fará, é fundamental”.

O candidato petista, por sua vez, foi mais ousado e disse que irá acabar com a falta de moradias em Minas. “Infelizmente, o governo do Estado, sempre que pôde, atrapalhou o desenvolvimento do Minha Casa, Minha Vida. Nós superaremos esse déficit em quatro anos”.

E o embate vai se acentuar em setembro. Os candidatos terão três debates na TV em sete dias na última semana de campanha: na Rede TV, na Record e na TV Globo.

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