Somos todos filhos de Deus

iG Minas Gerais |

Dizemos, muitas vezes, com a boca cheia e o coração palpitando: “Eu sou o que a Bíblia diz que eu sou, eu tenho o que a Bíblia diz que eu tenho e eu posso o que a Bíblia diz que eu posso”. Porém, às vezes, apenas repetimos essas expressões sem vivenciá-las, e para falar um pouco sobre isso quero me ater a esta expressão: “Eu sou o que a Bíblia diz que eu sou”. Uma das coisas que Satanás mais deseja que você pense é que não é filho de Deus. Todas as tentações que Satanás levou sobre Jesus no deserto foram exatamente em cima do aspecto da filiação, conforme escrito: “A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. Então o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que essas pedras se transformem em pães. Jesus, porém, respondeu: ‘Está escrito: não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus’” (Mateus 4.1-3 – grifo meu). A Palavra diz que somos tentados em todas as coisas da mesma maneira como Jesus Cristo foi tentado, logo, somos tentados também neste ponto: “Se tu és filho de Deus”. Filho de Deus passa necessidade? Filho de Deus precisa ficar no deserto? O ponto nevrálgico é sempre o da nossa filiação. O plano primeiro de Deus é ter uma família em que todos os seus filhos sejam semelhantes a Jesus Cristo. Quando lemos a Bíblia, encontramos uma expressão tão gloriosa: Jesus é o filho unigênito de Deus. Jesus é Deus que se encarnou, Ele é o Filho unigênito de Deus. Durante o ministério do Senhor aqui na Terra, Ele era o filho unigênito de Deus. Ele foi levado à cruz, morto e sepultado, e, três dias depois, ressuscitou. Mas quando ressuscitou, segundo as Escrituras, não ressuscitou como Filho unigênito de Deus, mas como Filho primogênito de Deus, conforme registrado em Romanos 8, verso 29: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”. Se você não entender isso, não irá viver a plenitude de ser parte da família de Deus. Nós somos filhos de Deus. E como passamos a ser filhos de Deus? Existe uma palavra tão doce, a qual nos últimos dias tem sido “ressuscitada” de uma forma muito gloriosa, que é a palavra adoção. O que é adotar? Adotar, segundo a perspectiva da Palavra de Deus, é o ato de Deus por meio do qual um pecador arrependido se torna membro da família dEle, como se tivesse nascido nela. Ingressar na família com todos os direitos e privilégios de filho. Algo que precisamos guardar em nosso coração é que somos filhos adotivos de Deus. E a adoção não foi um acidente ou Deus teve que mudar o percurso da Sua vontade. Antes de o mundo existir, antes que Adão fosse criado, o propósito eterno de Deus era ter uma família em que todos os seus filhos fossem semelhantes ao seu filho Jesus. Nós podemos adotar uma criança, mas o DNA dela nunca será o nosso. A adoção espiritual, como Igreja, não é comprovada por DNA, é algo espiritual. Não é uma questão natural, física, temporal, é algo espiritual. “Sede, pois, imitadores de Deus como filhos amados”. Quando uma pessoa recebe a Jesus como seu Senhor e Salvador – no momento em que diz: “Jesus, eu o recebo como meu Senhor e Salvador” –, ela não muda de religião, não muda de igreja, mas a estrutura espiritual passa por uma metamorfose profunda, radical, chamada novo nascimento. Ela nasce de novo. Do lado de fora continua com a mesma aparência, mas, em seu interior, passa a ter a vida de Deus. Essa pessoa ganha uma ligação com o Senhor. Deus os abençoe!

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