Profusão instrumental

É esse o grupo que será responsável pela execução de arranjos de outros músicos durante o espetáculo

iG Minas Gerais | Vinícius Lacerda |

Show. Bernardo Fabris e banda apresentam canções autorais e arranjos do álbum “Quinteto”, hoje
SUP / divulgação
Show. Bernardo Fabris e banda apresentam canções autorais e arranjos do álbum “Quinteto”, hoje

Enquanto cursava o doutorado, entre 2007 e 2010, na UniRio, o saxofonista Bernardo Fabris não parou de compor músicas instrumentais. Depois de ter defendido sua tese, ele revisitou as próprias obras, das quais escolheu sete para integrar o álbum “Quinteto”, cujo repertório guia a apresentação desta terça à noite no Museu de Artes e Ofícios.

Lançado em 2012 e com recursos independentes, o disco reúne vários gêneros musicais, como bossa, baião, samba e jazz. “É um panorama do meu trabalho como compositor até aquele momento. Acho que é uma condição sine qua non, para qualquer músico instrumental, ter os pés em mais de uma canoa”, metaforiza Fabris, justificando a pluralidade de sua obra.

Apresentam-se com ele os mesmos músicos que gravaram o CD: Gustavo Figueiredo nos teclados, Thiago Nunnes na guitarra, Yan Vasconcellos no baixo acústico e Hudson Vaz na bateria.

É esse o grupo que será responsável pela execução de arranjos de outros músicos durante o espetáculo. “O álbum tem uma versão de ‘Insensatez’, do Tom Jobim. Mas, no show, gosto de explorar outras versões”, diz Fabris ao adiantar que “Velho Realejo”, de Custódio Mesquita, e “Fazenda”, de Nelson Angelo, também serão apresentadas nesta terça.

Apesar de já terem se passado dois anos desde o lançamento de “Quinteto”, Fabris acredita que ainda esteja cedo para lançar um novo trabalho, mesmo já tendo o material todo pronto e o nome – “Perspectividade” – definido para o próximo álbum.

“Por ter sido lançado de forma independente, não tivemos muitos oportunidades para apresentá-lo (o disco “Quinteto”), acho que é preciso esperar um tempo para que as músicas amadureçam junto ao público. A produção da música instrumental independente não está diretamente ligada à novidade”, afirma.

Agenda

O quê. Ofício da Música com Bernardo Fabris

Quando. Nesta terça, às 19h30

Local. Museu de Artes e Ofícios (praça da Estação, centro)

Quanto. Entrada franca

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