Aécio promete enxugar Estado, mas evita assumir medidas impopulares

Senador do PSDB falou de temas polêmicos, abrindo a série de entrevistas na Globo

iG Minas Gerais | Ricardo Corrêa |

O senador Aécio Neves voltou a bater na tecla de que é necessário enxugar o Estado e reduzir as despesas, ainda que, para isso, seja necessário tomar medidas impopulares. No entanto, o candidato do PSDB à Presidência da República se recusou a detalhar quais seriam as medidas, afirmando apenas que, em sue governo, haverá “previsibilidade” em relação ao eventual reajuste de tarifas e preços administrados. Aécio foi confrontado com questões polêmicas que rodeiam a sua campanha. Entre elas, o apoio do ex-deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB), réu no processo que ficou conhecido como mensalão mineiro. Questionado se não se sentia constrangido com o apoio, Aécio reagiu: “Ele está me apoiando. Não é o inverso. Ele é membro do partido. Vamos aguardar que a Justiça possa julgá-lo. Se ele for condenado será punido. Qualquer cidadão tem que responder pelos seus atos”, afirmou Aécio, reiterando mais uma vez que, no PSDB, eventuais condenados não serão transformados em heróis. O governador também voltou a falar do caso do aeroporto de Cláudio, construído em terras que foram de um tio. Aécio defendeu mais uma vez que o aeroporto foi construído por critérios técnicos. Perguntado se não se incomodava em usar o aeroporto para viagem pessoal, mesmo tendo sido construído com verbas públicas, o senador disse que “já visitou praticamente todos os aeroportos, a trabalho” e que “não sabia que o aeroporto não estava homologado” pela Anac. O senador reconheceu o avanço das políticas sociais no PT, não sem antes realçar que elas começaram ainda no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e prometeu mantê-los caso seja eleitor. “Todo mundo copia e aprimora. Ninguém tem vergonha. Meu governo será renovador no padrão ético e vai ampliar boas políticas”, afirmou. Aécio foi questionado sobre a eficiência das política sociais quando governou o Estado de Minas Gerais, considerando que o Estado possui o pior Índice de Desenvolvimento Humano do Sudeste. O tucano culpou as diferenças regionais do território mineiro e afirmou que houve avanço nos índices. Aécio ainda defendeu as políticas de saúde em Minas Gerais durante sua gestão e divergiu dos entrevistados que apontaram a opinião de especialistas atribuindo a investimentos da União a melhoria nas condições de atendimento no setor do Estado. Ao fim de sua fala, Aécio Neves realçou a necessidade de o país voltar a crescer, prometeu o governo eficiente, em um país no qual a inflação não perturbe as pessoas e encerrou pedindo o voto dos brasileiros. O Jornal Nacional ainda irá entrevistar o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), nesta terça-feira, a presidente Dilma Rousseff (PT), na quarta, e o candidato do PSC, Pastor Everaldo, na quinta-feira, encerrando a série.

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