Obama anuncia apoio ao novo premiê do Iraque, sem mencionar ex-aliado

Respaldo do líder americano isola mais o atual chefe de governo, Nuri al-Maliki, que governa o país desde 2006 e foi apoiado pelos Estados Unidos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Obama anuncia apoio ao novo premiê do Iraque
AP Photo/Jacquelyn Martin
Obama anuncia apoio ao novo premiê do Iraque

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu seu apoio nesta segunda-feira (11) ao deputado xiita Haidar al-Abadi, que mais cedo foi nomeado como o novo primeiro-ministro do Iraque.

O respaldo do líder americano isola mais o atual chefe de governo, Nuri al-Maliki, que governa o país desde 2006 e foi apoiado pelos Estados Unidos. Para Maliki, a nomeação de Abadi é ilegal por ter sido feita fora do prazo legal previsto pela Constituição.

Em pronunciamento durante suas férias na ilha de Martha's Vineyard, no Estado de Massachusetts, Obama disse que ligou para parabenizar Abadi e pediu que as vertentes políticas do Iraque consigam tomar passos conciliadores.

"Não há solução militar para resolver o problema iraquiano. A única solução é um governo inclusivo. Hoje o Iraque tomou um passo promissor neste sentido. Desejamos os parabéns e que eles consigam formar um governo o mais rápido possível".

O apoio de Obama acontece em meio à tensão provocada na política iraquiana com a nomeação de Abadi. Nesta segunda, Maliki afirmou que "corrigirá esse erro", em relação à nomeação de seu aliado de partido pelo presidente.

O atual primeiro-ministro esperava ser nomeado para o terceiro mandato. Porém, foi rejeitado por seu partido e outros setores do governo iraquiano, que foram pressionados pelos Estados Unidos e pelo conflito com o Estado Islâmico.

Interferência

Devido ao radicalismo encarnado por Maliki nos últimos anos, os Estados Unidos tinham evitado interferir no conflito até que o Estado Islâmico chegou ao Curdistão iraquiano, área mais estável do país e com forte presença americana.

Na quinta (7), Obama disse que atacaria o Iraque "para evitar um genocídio", em referência às invasões do grupo radical a cidades das minorias yazidis e cristãs, que provocaram a saída repentina de quase 300 mil refugiados.

A indicação também recebeu o apoio da Alemanha e do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. "O povo do Iraque merece morar em um país seguro, próspero e estável, onde todos os grupos possam contribuir", disse Ban.

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