Odílio lamenta briga antes de clássico: 'São bandidos'

Cenas de confronto entre torcedores de Corinthians e São Paulo próximo à Vila Belmiro deixaram o dirigente chocado

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Ivan Storti / Santos
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Cenas de selvageria mancharam mais uma vez um clássico paulista no último domingo. As imagens do confronto entre torcedores de Santos e Corinthians nas cercanias da Vila Belmiro pouco antes do jogo pelo Campeonato Brasileiro chocaram até o presidente santista, Odílio Rodrigues, que repudiou a atitude.

"Observei as cenas da verdadeira batalha campal que existiu aqui nas ruas, nas mediações da Vila Belmiro. É uma cena deplorável em todos os aspectos. São bandidos e marginais travestidos de torcedores, de ambos os clubes, que criaram esses momentos terríveis de experiência para os moradores, denegriram o espetáculo tão bonito que pode ser o jogo de futebol e como foi em campo Santos x Corinthians", disse ao site do clube.

Horas antes do clássico - vencido pelo Corinthians por 1 a 0 -, a Polícia Militar registrou o confronto entre torcedores dos dois clubes. Um grupo de aproximadamente 200 santistas fez uma emboscada, surpreendeu cerca de 50 corintianos e os dois lados começaram a se agredir com pedras, paus e rojões. Odílio lamentou que esta confusão tenha acontecido em dia que era para ser de festa para o Santos, já que tratava-se da reestreia de Robinho pelo clube.

"A diretoria faz esforço, traz o Robinho, era a apresentação do Robinho, o estádio ficou cheio, enfim... Tantas pessoas tentando melhorar o nível do futebol brasileiro, do espetáculo em si, e a gente tem esse tipo de gente, de vândalos, que promovem esse tipo de atividade", comentou.

O presidente ainda fez questão de cobrar uma postura mais dura da polícia para coibir este tipo de atitude. "As autoridades policiais têm que fazer o esforço, identificar essas pessoas, e elas têm que ser afastadas, punidas, presas para ficarem afastadas de espetáculos esportivos em qualquer praça pública. É muito triste a gente constatar que essas pessoas ainda frequentam o futebol brasileiro, afastando famílias, mulheres, crianças e jovens. É lamentável e triste e como presidente quero repudiar isso."

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