Motor de avião parou de funcionar, diz sobrevivente de acidente no Irã

A queda da aeronave aconteceu nesta segunda-feira (11), matando 39 pessoas; "Tudo aconteceu em segundos. Foi como um filme. Eu ainda não acredito", disse Abedzadeh

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Um sobrevivente da queda do avião iraniano que matou 39 pessoas disse nesta segunda-feira  (11) que um dos motores da aeronave turboélice parou de funcionar logo após a decolagem. Segundo Mohammad Abedzadeh, o avião só esteve no ar durante três minutos. Ele conta que olhou para fora da janela e pôde ver que um dos motores não estava funcionando.

O sobrevivente afirma que tentou socorrer as outras vítimas, mas o fogo que cobria o local do acidente queimou suas mãos e seu rosto. "Tudo aconteceu em segundos. Foi como um filme. Eu ainda não acredito".

"O povo iraniano merece saber mais. Não merece sofrer com a queda de aviões", disse Abedzadeh, que sobreviveu junto com sua mulher. "Eu não tenho nada a ver com política. Como um ser humano, eu quero que todas as sanções que afetem as aeronaves de passageiros sejam suspensas. Nós estamos falando sobre vidas humanas, não política".

As frotas das empresas aéreas da república islâmica sofrem com a defasagem dos aviões e com a dificuldade de importar peças, mesmo com a redução das sanções econômicas impostas contra o programa nuclear iraniano. Alguns legisladores questionam o uso do avião IrAn-140, uma aeronave turboélice de dois motores construída com tecnologia ucraniana a partir de um modelo da era soviética. O presidente do país, Hassan Rouhani, mandou prender os críticos até que as investigações determinem a causa do incidente.

O comandante da aviação civil iraniano, Ali Reza Jahangirian, confirmou em entrevista à emissora de televisão estatal que um dos motores do avião parou de funcionar, mas, de acordo com ele, a aeronave deveria ter sido capaz de voar mesmo assim. Jahangirian informou que as causas do acidente serão determinadas assim que especialistas analisarem os dados das caixas pretas. Fonte: Associated Press.

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