Dilma diz que fica "inconformada" com atrasos em grandes obras

No ano passado, a presidente havia dito que achava um "absurdo" parar projetos em andamento devido a suspeitas de irregularidades, como recomenda o Tribunal de Contas da União

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A presidente Dilma Rousseff se disse "inconformada" com atrasos em grandes obras públicas pelo país e prometeu nesta segunda-feira (11) criar meios de tornar mais simples a realização de projetos em um eventual segundo mandato.

"Uma das questões fundamentais do meu próximo governo é simplificar os processos de realização de obra. Não para não fiscalizar, não para não respeitar o meio ambiente, mas para poder realizar as obras que o Brasil precisa com a rapidez que o Brasil precisa", disse Dilma, em entrevista ao grupo RBS.

Ela foi questionada se os atrasos causam inconformidade e respondeu: "Todo santo dia. Como governador [como governante], nós ficamos inconformados. A gente corre atrás, a gente vai atrás." Na mesma entrevista, ao responder a uma pergunta sobre demora nas licenças ambientais, disse: "Ninguém dentro da esfera federal pode não ter prazo. Todos nós temos que ter prazo".

No ano passado, a presidente havia dito que achava um "absurdo" parar projetos em andamento devido a suspeitas de irregularidades, como recomenda o Tribunal de Contas da União.

ECONOMIA E SAÚDE

Ao comentar a situação da economia, a presidente afirmou que o governo não conseguiu aprovar uma reforma tributária no Congresso em seu mandato por causa de interesses conflitantes dos Estados. "Se perceber que dá para fazer uma reforma, façamos", disse.

A presidente fez ainda críticas ao governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Afirmou que anteriormente o procurador-geral da República era conhecido como "engavetador" de suspeitas de corrupção e disse que o país "desmontava a estrutura social" em períodos de crise econômica internacional.

Dilma rebateu afirmação do candidato tucano Aécio Neves e disse que o programa Mais Médicos não tem "prazo de validade".

Questionada sobre a situação dos hospitais filantrópicos, como a Santa Casa de São Paulo, que chegou a suspender parte do atendimento em julho, ela disse que o governo fez recentemente a "maior e melhor renegociação de dívidas dos últimos tempos" com essas instituições. E afirmou que "sempre que possível" os valores dos repasses são reajustados.

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