Jovens aliam esporte a estudo

Universidades norte-americanas atraem brasileiros que sonham em unir as duas paixões

iG Minas Gerais | Diego Costa |

Intercâmbio. Diretor esportivo da Escola Americana de BH, Eduardo Serafini criou programa de estudo para jovens atletas brasileiros
Douglas Magno / O Tempo
Intercâmbio. Diretor esportivo da Escola Americana de BH, Eduardo Serafini criou programa de estudo para jovens atletas brasileiros

Para fugir a essa regra, a Escola Americana de Belo Horizonte vem apostando em um programa de bolsas de estudos em universidades dos Estados Unidos. No país norte-americano, além de cursarem a faculdade, eles também integram equipes de futebol e vôlei.

De acordo com o diretor esportivo e técnico de futebol da Escola Americana, Eduardo Serafini, depois de uma temporada em território estadunidense, ele resolveu implantar o sistema em Belo Horizonte. “Tive a oportunidade de estudar nos Estados Unidos e jogar lá. Depois voltei para o Brasil. Fui convidado a dar aulas aqui, na escola, e me foi colocado o desafio de tentar dar uma inflamada no programa de esportes da instituição. Obviamente, pensei logo no programa de bolsas com que tive contato. Praticamente copiamos os detalhes americanos para cá”, contou Eduardo.

Mas, para eles chegarem afinados com a filosofia adotada lá, a instituição também prepara os jovens de acordo com o que é feito nos EUA. A partir do último ano do ensino fundamental e todo o ensino médio, a rotina das aulas e treinamentos busca seguir o modelo deles. Até mesmo o calendário é adequado e é igual ao da temporada europeia de futebol, por exemplo, com início e término do período letivo no meio do ano.

Da temporada 2006/2007 para cá, 27 estudantes da Escola Americana foram para os Estados Unidos. Geralmente, são três por ano. Uma delas é a jovem Mariana Tonelli, de 21 anos. Há dois anos, ela mora na cidade de Memphis, no Estado do Tennessee. Lá ela cursa a faculdade de fisioterapia e joga pelo time de futebol da instituição.

“A chance de continuar a jogar e estudar eu só tive indo mesmo para os Estados Unidos. Até tive proposta para jogar pelo time do Atlético, mas preferi seguir para lá mesmo”, disse a atacante da Universidade Cristhian Brothers.

Companheira de faculdade e de equipe, Camilla Braga tem história semelhante. “Eu jogava no Galo. Vim fazer um teste aqui. Foi mais com o intuito de jogar futebol. Quero me profissionalizar lá mesmo”, comentou a estudante do sétimo período de engenharia civil, de 22 anos.

Já Gustavo Gantus, 19, que morou por seis meses nos EUA, já pensa em voltar ao país. “Eu converso muito com o pessoal que já foi lá. Eles me falam que é muito bom. Um encontro com várias culturas. Espero poder conciliar o esporte e o estudo”, disse Gustavo, que atua como volante e pensa em se especializar em marketing esportivo.

Futebol Feminino

“Meus pais não me deixavam trancar os estudos para jogar. Tive que procurar um lugar para fazer os dois. Normalmente, em BH, a gente só joga até o ensino médio, naquelas competições estudantis. Depois não tem mais. É cada um por si ou ir para o futebol amador.” Camilla Braga Estudante de engenharia

Números da EABH

50 Alunos passaram pelo programa da Escola Americana

27 Bolsas foram concedidas para alunos estudarem nos EUA

3 por ano média de estudantes que vão para os Estados Unidos

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