Olho vivo nas arbitragens

iG Minas Gerais |

Não sou adepto das teorias con<CW-20>spiratórias, mas quando se fala de erros de arbitragens no Campeonato Brasileiro, todo cuidado é pouco. Acredito piamente que a maioria das falhas dos apitadores e seus auxiliares seja fruto de despreparo e incompetência, mas nenhuma possibilidade pode ser descartada, principalmente no futebol brasileiro. Por isso, está certa a diretoria do Cruzeiro em botar a boca no mundo e reclamar, mais uma vez e formalmente, de um trio, dessa vez comandado por Jailson Macedo Freitas, da Bahia, que interferiu no placar do jogo em Criciúma ao anular dois gols legítimos, do Marquinhos e William. Reclamações formais não alteram o resultado dos jogos, mas mostram que o clube está atento e não deixa de ser uma forma de pressão, que é feita por todos os clubes. Erros graves ocorrem em quase todos os jogos, mas as vítimas normalmente só reclamam quando perdem os mesmos. O carioca Wagner do Nascimento Magalhães errou feio em duas oportunidades logo no início de Atlético x Palmeiras no Independência: Aos quatro e aos 16 minutos ao dar impedimento de Jô e Pedro Botelho, que poderiam ter aberto o placar. E deixou de apitar pênalti no Luan no segundo tempo. Diferença. Levir Culpi trocou Emerson Conceição por Pedro Botelho porque só agora o Botelho está em condições físicas de ser titular. Foi contratado bem antes do Conceição para resolver o problema da lateral esquerda atleticana, mas se machucou, demorou a se recuperar e agora tenta entrar na forma técnica ideal. A diferença de um para o outro é gritante e contra o Palmeiras isso ficou bem claro. Não engrena. Guilherme deixou a habitual lerdeza de lado nos últimos jogos como titular do Atlético e passava a impressão de que finalmente assumiria a condição de principal armador do meio campo alvinegro. Mas voltou ao chinelo! Começou muito bem contra o Palmeiras, mas aguentou apenas 23 minutos, quando se machucou outra vez e foi substituído por Dátolo, que está merecendo uma vaga neste time. Força midiática. Há jogadores que contam com boa vontade especial de repórteres e comentaristas. Paulo Henrique Ganso é um deles. Alemão, o zagueiro do Vitória saiu jogando errado e entregou a bola para que ele desse o passe para o primeiro gol do São Paulo. O lance foi narrado como uma “tomada de bola” do Ganso, que foi “esperto” e etc e tal. Melhorando. Baseado nas entrevistas que concedia para justificar o futebol ruim da seleção durante a Copa, Felipão está melhorando e subindo nitidamente de produção a cada jogo. Comparemos a performance dele nas três últimas partidas dirigindo seus times: 7 a 1 para a Alemanha; 3 a 0 para a Holanda e em sua estreia no Grêmio perdeu só de 2 a 0 para o Inter. No próximo jogo deve perder apenas de 1 ou até empatar.

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