Falta de equilíbrio explica as doenças gastrointestinais

iG Minas Gerais |

Nova York. É crescente o número de doenças graves ligadas a uma distorção no equilíbrio microbiano no intestino humano. Elas incluem males que estão se tornando mais comuns nos países desenvolvidos: problemas gastrointestinais como a doença de Crohn, colite ulcerativa e doença celíaca, doenças cardiovasculares, doença do fígado gordo não alcoólico, doenças digestivas como refluxo crônico, doenças autoimunes como esclerose múltipla e artrite reumatoide, asma e alergias.

Alguns pesquisadores chegaram a especular que problemas na microbiota intestinal desempenham um papel na doença celíaca e na resultante explosão na demanda de comidas sem glúten mesmo entre pessoas sem a doença. Num modelo de ratos com diabetes tipo 1, tratar os animais com antibióticos acelera o desenvolvimento da doença, explicou o médico Martin J. Blaser.

Ele e outros pesquisadores, incluindo uma equipe da Suíça e da Alemanha, vincularam o grande aumento nos índices de asma ao “rápido desaparecimento do Helicobacter pylori, elemento patogênico bacteriano que coloniza o estômago humano, nas sociedades ocidentais”. Antes, praticamente todo mundo carregava esse micróbio; segundo pesquisadores europeus, ele impedia que ratos desenvolvessem traços de asma alérgica.

Pesquisas de Blaser e de colegas sugerem que o H. pylori no estômago protege contra a doença do refluxo gastroesofágico, esôfago de Barrett e câncer de esôfago.

Mesmo assim, nem sempre é possível dizer se problemas na microbiota intestinal ocorrem antes ou depois de a pessoa ficar doente. Mas estudos em laboratório muitas vezes sugerem que os distúrbios bacterianos vêm primeiro. (JEB/NYT)

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