Por que valorizar a Bíblia para uma ideia, e depois a desvalorizar?

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DUKE
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O título desta coluna é a pergunta que alguns leitores de O TEMPO me fazem frequentemente. E a resposta é o bom senso que a gente tem que ter para o estudo da Bíblia.  Foi um grave erro cometido pelos sacerdotes judeus e pelos teólogos cristãos o ensino de que a Bíblia é literalmente a palavra de Deus e que, portanto, até uma vírgula nela foi colocada a mando de Deus. Não é nada disso. Até o século XVI, a Bíblia nem tinha seus livros divididos em capítulos e versículos. Foi um frade alemão que a organizou assim em capítulos e versículos. Ademais, Deus atua por meio dos seus espíritos trabalhando para Ele no universo e em nós, sendo o chamado “anjo da guarda” um exemplo disso. “Não são todos eles espíritos ministradores enviados para serviço, a favor dos que hão de herdar a salvação?”(Hebreus 1: 14). E lembremos que anjos na Bíblia são espíritos enviados. A Bíblia está cheia de espíritos, mas todos eles são espíritos humanos que estão, pois, sujeitos a erros, até mesmos os bons. Por isso, o evangelista são João nos ensina a examinarmos os espíritos para sabermos se são de Deus, se estão, pois, trazendo mensagens de verdades, do bem, ou se são espíritos atrasados, enganadores, trazendo-nos mensagens falsas ou do mal. “Amados, não deem crédito a qualquer espírito: antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (Primeira Carta de João 4: 1).  Duas conclusões se tiram desse texto. A primeira é a de que não só podemos comunicar-nos com os espíritos, mas até devemos nos comunicar com eles. Em outras palavras, não só podemos, mas até devemos praticar o espiritismo, pois, ao examinarmo-los, nós entramos em contato com eles, e isso é praticar o espiritismo! A segunda conclusão é que as profecias são feitas por espíritos, o que é demonstrado também por Moisés (Números 11: 24 a 30). E as profecias podem ser falsas, se os espíritos que as fazem não forem de Deus, do bem, de luz. E Paulo até nos adverte de que um espírito satânico pode se transformar em luz para nos enganar (2 Coríntios 11: 14).  E há, pois, dois tipos de profetas: o espírito desencarnado e o encarnado. Por isso, são Paulo nos ensina que os espíritos dos profetas (desencarnados) são subordinados aos profetas (encarnados, ou seja, os médiuns de hoje). Os parênteses são meus, mas como se pode ver, eles estão de acordo com o contexto. É que quando o médium (na Bíblia profeta) não dá permissão ou passividade para o espírito, ele, o espírito, não pode se manifestar através do profeta ou médium (1 Coríntios 14: 32). E é falso o ensino de que apenas são verdadeiras as profecias na Bíblia. “Porque todos podereis profetizar, um após outro, para todos aprenderem e serem consolados” (1 Coríntios 14: 31).  A Bíblia, como diz hoje a Igreja Católica, é a palavra de Deus escrita por homens. E disso concluímos que ela tem erros. Vou apresentar apenas um em que, num mesmo episódio, num livro, o Senhor dá ordens a Davi para um senso entre os israelitas (2 Samuel 24: 1), mas noutro livro (1 Crônicas 21:1), o que dá a ordem nada menos é do que o próprio Satanás! Cremos que, no exemplo citado, ficou mesmo claro que nem tudo na Bíblia pode ser tomado como certo, ou como sendo a palavra de Deus! Está na rede nacional de cinemas o novo filme espírita “Causa e Efeito”, da Fundação Espírita André Luiz (Feal), de Guarulhos (SP), dirigido pelo cineasta André Marouco.

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