Israel e palestinos concordam com novo cessar-fogo de 72h

Netanyahu disse mais cedo, entretanto, que Israel não negociaria sob disparos do Hamas

iG Minas Gerais |

Mais ataques. Corpo de Bombeiros da Faixa de Gaza tenta conter incêndio em fábrica de material de limpeza que foi atingida por foguete
Hatem Moussa
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Tel Aviv, Israel. Negociadores palestinos e israelenses aceitaram ontem a proposta do Egito para um novo cessar-fogo em Gaza com duração de 72 horas. O território palestino é cenário de um conflito que já deixou quase 2.000 mortos, a maioria palestinos.

“Nós estamos aqui para um acordo e não podemos chegar a esse acordo sem negociação. Então, nós aceitamos a proposta de cessar-fogo para a retomada da conversação”, disse um negociador palestino em condição de anonimato, já que são proibidos de passar informações à mídia.

Um dirigente palestino citado em anonimato pelas agências internacionais de notícias afirmou que uma delegação israelense irá ao Cairo para retomar as negociações com a delegação palestina.

As negociações intermediadas por egípcios buscam um acordo de trégua de longo prazo entre Israel e o grupo palestino Hamas, que controla a faixa de Gaza.

Na última sexta-feira, os dois lados retomaram a troca de hostilidades após o fim de outra trégua de 72 horas mediada pelo Egito. Apesar de a trégua ter sido violada pouco antes de seu fim, este foi o maior período de tranquilidade desde o início do conflito, em 8 de julho.

Mais cedo, o premiê Binyamin Netanyahu afirmou que a operação Margem Protetora continuará até que os israelenses tenham “tranquilidade” e que “não negociará sob fogo”.

Israel pede a completa desmilitarização do Hamas para retirar o bloqueio econômico que impõe à faixa de Gaza. O grupo palestino pede o fim do bloqueio e a libertação de prisioneiros palestinos em Israel.

O confronto já deixou mais de 1.900 palestinos mortos, incluindo centenas de civis, e outros 10 mil desabrigados. Do lado israelense, 67 pessoas foram mortas.

ENTENDA. O conflito atual começou após três adolescentes judeus serem sequestrados e assassinados na Cisjordânia, no dia 12 de junho deste ano. Pouco após o rapto dos garotos, um adolescente palestino foi queimado vivo em retaliação e seu primo foi espancado.

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