Ex-contadora de doleiro cita nomes de PT, PP e PMDB

Preso pela PF, Youssef é apontado como financista clandestino

iG Minas Gerais |

Alberto Youssef está preso desde março, após a Operação Lava Jato
JOEDSON ALVES/EST. CONTEÚDO - 18.10.2005
Alberto Youssef está preso desde março, após a Operação Lava Jato

Brasília. A ex-contadora de Alberto Youssef Meire Bonfim da Silva Poza afirmou que o doleiro preso pela Operação Lava Jato era um financista clandestino, movimentava “malas de dinheiro” e beneficiou políticos e pelo menos três partidos – PT, PMDB e PP –, segundo reportagem da revista “Veja” desta semana.

De acordo com o relato de Meire à revista, as malas de dinheiro saíram da sede de pelo menos três “grandes empreiteiras”, sendo embarcadas em aviões e entregues para políticos. Dois dos integrantes da relação de políticos ligados a Youssef, citada pela “Veja”, já respondem a processo no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados: André Vargas (ex-PT) e Luiz Argôlo (ex-PP).

Meire afirma ainda que o doleiro teria depositado R$ 50 mil na conta do senador Fernando Collor (PTB-AL) a pedido de Pedro Paulo Leoni Ramos, um ex-assessor do ex-presidente. Ela afirma também que o deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) contou com a ajuda de Youssef para quitar dívidas de campanha.

Outro político citado é o ex-ministro e ex-deputado Mário Negromonte. Conforme a ex-contadora, um irmão de Negromonte trabalhava para o esquema “transportando as malas, levando e buscando dinheiro nas construtoras”. O próprio doleiro, segundo ela, se encarregava da distribuição de recursos aos beneficiários, que receberiam pagamentos em dinheiro vivo ou por meio de depósitos bancários feitos por ela.

As investigações indicam que o esquema de corrupção e lavagem de dinheiro do doleiro teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões.

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