Dilma critica Aécio e Campos por proposta de redução de ministérios

Para Dilma, pastas menores têm objetivos políticos e são fundamentais para implementar programas de políticas públicas

iG Minas Gerais | da redação |

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A presidente Dilma Rousseff criticou neste domingo (10) as propostas de redução no número de ministérios, defendidas por seus dois principais adversários na corrida à Presidência --Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).

Para Dilma, pastas menores têm objetivos políticos e são fundamentais para implementar programas de políticas públicas.

Para a presidente, secretarias como a de Direitos Humanos, Políticas de Promoção da Igualdade Racial, de Políticas para Mulheres e da Pequeno e Micro Empresa devem continuar tendo status de ministério porque ganham mais força para atuar em áreas específicas.

A presidente afirmou que quem defende a extinção destas pastas e de outros ministérios possui "uma imensa cegueira tecnocrática". "Ela [Secretaria de Políticas para Mulheres] podia ser uma secretaria, podia. Agora ser ministério dá um status para o combate à violência contra a mulher, e esse status é uma imensa cegueira tecnocrática não perceber. Tem outros ministérios que com o passar do tempo vai se poder estruturar. [...] O que está na cabeça de alguns deles é acabar com esses que eu citei", disse.

No início desta semana, Aécio defendeu a extinção de mais de uma dezena de ministérios que compõem o governo Dilma Rousseff (PT). Ele sinalizou que pretende fundir pastas para enxugar a máquina e disse que, se eleito, criará uma estrutura que concentraria funções de transportes e energia, o Ministério da Infraestrutura. Atualmente, o Executivo comanda 39 ministérios. Campos também tem defendido uma redução no número de pastas do governo. No debate realizado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), há duas semanas, ele criticou o "aparelhamento" do Estado e o número excessivos de cargos no primeiro escalão do governo. Ao ser questionada sobre a intenção de Aécio de acabar com o Ministério de Minas e Energia e fundi-lo com o Ministério do Transporte, Dilma afirmou que os tucanos já quiseram acabar com a primeira pasta e disse que "deu no que deu", se referindo ao racionamento que ocorreu no país no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Dilma afirmou que quando assumiu o ministério no primeiro governo Lula, percebeu que ele estava reduzido ao mínimo. "Naquela época tinha 23 motoristas e três engenheiros no ministério. Era isso o que tinha", disse. 

Ela destacou ainda que no final do ano passado, se dizia que haveria racionamento, o que não ocorreu. "Sabe por que? Nós criamos a EPE (Empresa de Planejamento Energético) e fizemos um processo de investimento", explicou e disse ainda que houve mais investimento em hidrelétricas durante o governo do PT.

Dilma convocou uma coletiva de imprensa neste domingo sem uma pauta definida. Ela iniciou falando sobre o dia dos pais e ressaltando a importância da família na formulação de políticas públicas. Para Dilma, nenhum programa de governo pode ser pensado sem se levar em conta as características da família.

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