Planejamento dourado da seleção brasileira passa por Minas Gerais

Para servir Alexandre Gallo na luta pelo único título que falta na galeria de conquistas do futebol pentacampeão mundial, Lucas Silva e Carlos já se colocam aptos à missão

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

Atacante Carlos é o artilheiro do Galo na Copinha, com oito gols
Reprodução/Facebook
Atacante Carlos é o artilheiro do Galo na Copinha, com oito gols

A corrida pelo inédito ouro olímpico também passa por Minas Gerais. O estado sempre foi um celeiro de valores para o futebol nacional, todos eles frutos do trabalho desenvolvido nas categorias de base de Cruzeiro, Atlético, América e outros clubes locais. Para servir o técnico Alexandre Gallo na luta pelo único título que falta na galeria de conquistas do futebol pentacampeão mundial, alguns nomes já se colocam prontamente aptos à missão.

A reportagem de O TEMPO conversou com dois deles. O cruzeirense Lucas Silva, titular absoluto de Marcelo Oliveira, e o atacante Carlos, do Atlético, uma das esperanças da base alvinegra.

Em 2012, ele despontou com a camisa celeste ao mostrar qualidade na saída de bola, poder de marcação e um potente chute. Aos poucos, as qualidades foram aperfeiçoadas pela comissão técnica estrelada, principalmente sob o comando de Marcelo Oliveira. E foi assim, no melhor estilo mineiro, que o goiano Lucas Silva assumiu o posto de titular no concorrido meio-campo do Cruzeiro. Aos 21 anos, o jogador agora sonha com a oportunidade de defender a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos do Rio. Sobre o momento de reformulação no futebol nacional, Lucas Silva preferiu deixar o passado para trás. O que aconteceu na Copa do Mundo é página virada. Na visão do volante, o único foco é manter o nível de futebol e sonhar com a oportunidade de participar da corrida pelo ouro. “Complicado falar o que já passou, prefiro falar do agora. O trabalho está voltado à Olimpíada, tenho idade, é um objetivo que tenho em mente, mas também sei que preciso estar focado aqui no Cruzeiro para chegar”, avaliou o jogador. Campeão do torneio de Toulon, na França, com a seleção recentemente, Lucas Silva foi só elogios ao trabalho de Alexandre Gallo. O contato prévio com a metodologia da seleção brasileira, na opinião do cruzeirense, deixará os jovens jogadores prontos e cientes da responsabilidade de defender a camisa canarinho. “Estive com o Gallo na seleção sub-21, excelente treinador, muito bom a experiência com ele. É um técnico que está sempre atualizado, e vai ser bom para a seleção, para o projeto que eles têm em mente, que os jovens jogadores tenham cada vez mais contato com a equipe principal. Assim, quando tivermos a oportunidade, não acontecerão surpresas. Estaremos todos prontos para vestir a camisa e não sentir a pressão. É muito válido todo este planejamento e quem só tem a ganhar com isto são os novos jogadores e a seleção”, pontua Lucas Silva. Destaque do Atlético em competições como a Taça BH, Copa do Brasil Sub-20 e Copa São Paulo de Futebol júnior, o atacante Carlos, de apenas 18 anos, recebeu oportunidades na equipe principal nesta temporada e também foi lembrado por Alexandre Gallo na seleção. Foram duas convocações, a mais recente para a disputa da Panda Cup, torneio realizado na China e que o Brasil se sagrou campeão. As experiências com a amarelinha motivam Carlos em seu sonho de disputar os Jogos do Rio. “É o sonho de todo jogador de futebol da minha idade. Todos querem vestir a camisa da seleção e disputar uma competição como uma Olimpíada. Fico feliz por já ter tido oportunidade de jogar pela seleção, mas eu tenho vontade de disputar a Olimpíada. Isso é algo que eu quero e venho trabalhando para ter a chance de participar”, destaca o alvinegro. 

Os recentes contatos com a seleção de base fazem o jogador alvinegro ter esperança de que o futuro do futebol nacional é promissor. O ouro olímpico é uma possibilidade real. “Existem muitos talentos no futebol brasileiro. Nos momentos que eu estivesse com a seleção e nas competições que eu disputei pelo país, eu convivi com muitos jogadores de qualidade e também enfrentei muita gente boa. O Brasil também sempre teve grandes nomes no futebol internacional e isso não mudou”, concluiu.