Eletroencefalograma comprova eficácia

Para controlar as convulsões, sempre era necessário levar o menino ao hospital, pois as crises não cessavam sozinhas

iG Minas Gerais | Raquel Sodré |

Davi agora não fica mais com o olhar perdido como antes de tomar o CBD
Arquivo pessoal
Davi agora não fica mais com o olhar perdido como antes de tomar o CBD

Aos 5 anos, Davi não podia correr. Não podia andar distâncias curtas, nem se agitar, e passava os dias sentado em um carrinho de bebê, que já começava a ficar pequeno para o menino. Suas limitações vinham da síndrome de Dravet, doença que desperta convulsões graves e começou a se manifestar no menino aos seis meses de vida. “Ele não conseguia andar nem um quarteirão, que ele caía com o rosto no chão, como se alguém tivesse dado um empurrão nele. Não dava nem tempo de socorrer. Ele tinha três a cinco crises por semana, às vezes, três ou quatro episódios convulsivos no mesmo dia”, conta Samar.  

Para controlar as convulsões, sempre era necessário levar o menino ao hospital, pois as crises não cessavam sozinhas. “Já perdi as contas de quantas vezes o Davi foi internado”, lembra a mãe.

Foi em abril que a vida da família se transformou: Samar começou a dar pasta de canabidiol para o filho. “Davi está correndo, está conseguindo formar frases! Antes ele não conseguia me contar o que havia feito na escolinha. Hoje, eu pergunto, e ele fala ‘massinha’, ‘desenho’. Quando pego a avaliação dele na escola, me emociono”.

Os exames comprovam a eficácia. “O eletroencefalograma dele depois do CBD é outro: ele já não apresenta mais aquele padrão (de ondas cerebrais) desorganizado. Está muito mais estável”. 

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