Urbel afirma que ocupação prejudica política habitacional

O presidente da Urbel explica, no entanto, que a política habitacional da capital vem sendo ampliada desde 1994 e que hoje só é possível angariar verbas para moradia

iG Minas Gerais | Johnatan Castro |

As ocupações de Belo Horizonte prejudicam a política habitacional e limitam a construção de novas unidades residenciais, na opinião do diretor-presidente da Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel), Genedempsey Bicalho Cruz.  

“Existe uma ordem urbana que precisamos buscar a todo custo. Belo Horizonte tem território pequeno, e nós precisamos utilizar as áreas para projetos habitacionais. As ocupações inviabilizam isso porque têm expansão horizontal, que limita a produção de unidades habitacionais”, afirmou o dirigente, quando questionado sobre a ausência de reconhecimento oficial dos espaços, que crescem sem infraestrutura básica.

Cruz afirma que planos emergenciais para levar estrutura básica às ocupações são impossíveis porque iriam confrontar “o direito à moradia com o direito à propriedade” (dos terrenos). O presidente da Urbel explica, no entanto, que a política habitacional da capital vem sendo ampliada desde 1994 e que hoje só é possível angariar verbas para moradia por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, da União.

Já o Vila Viva, projeto municipal para urbanizar e legalizar vilas e favelas, é apontado por Cruz como uma das principais ações para melhorar habitações precárias da cidade. Por meio do programa, que remove famílias de aglomerados, 3.223 unidades habitacionais foram construídas entre 2009 e este ano.

“As comunidades receberam mais de 30 tipos de equipamentos (como parques)”, diz. 

Vila da Luz

Invasão. A prefeitura informou que não pode intervir na vila da Luz porque a desocupação da área, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, foi judicializada.

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