Pressão pela mística do Horto

Depois de uma semana tumultuada, atacante Jô retorna nesta noite ao time titular alvinegro

iG Minas Gerais | Fernando Almeida e Thiago Prata |

Zerado. Na sexta-feira, Jô pediu desculpas para a torcida por causa do sumiço da semana passada
MOISE SILVA / O Tempo
Zerado. Na sexta-feira, Jô pediu desculpas para a torcida por causa do sumiço da semana passada

A expressão “caiu no Horto, tá morto” se tornou o hino da Massa em 2012 e 2013. A cada adversário que sucumbia perante à força do Atlético em casa, os gritos da vitória ecoavam em todo o estádio. Mas, em 2014, não vem sendo assim. De cemitério para os oponentes do Galo, a arena se tornou uma panela de pressão aos alvinegros. Uma pressão que só vai acabar quando os comandados do técnico Levir Culpi voltarem a mostrar o futebol de um time que pretende ser campeão.

Neste domingo, a partir das 18h30, contra o Palmeiras, o Atlético terá uma nova chance de reeditar os momentos marcantes de outrora, dar uma satisfação à torcida após o empate contra a Chapecoense, em Chapecó, e mostrar que vai lutar na parte de cima da tabela de classificação. Além disso, é a oportunidade para dar fim a algumas dúvidas.

Uma das incógnitas é o atacante Jô. Ausente do treino de segunda-feira e do embate em Chapecó, na quarta-feira, por conta de problemas particulares, o atleta quer mostrar serviço e voltar a brilhar com a camisa preta e branca.

O centroavante vive um longo jejum de gols. Desde o dia 10 de abril ele não balança as redes. Já são dez partidas sem anotar pelo Galo.

“Nunca fiquei tantos jogos sem marcar. Essa é a fase que todo atacante teme. Mas agora (problema particular) está tudo resolvido, a cabeça está boa. Nos treinos, a bola voltou a entrar. Isso dá uma alegria. É voltar a fazer gols, que é o mais importante”, afirmou Jô.

Outra situação que a torcida espera ver sanada é a lateral esquerda. Com Emerson Conceição em baixa e sendo vaiado em todos os jogos do time alvinegro, a responsabilidade do setor fica nos pés de Pedro Botelho.

“É uma chance. Ele treinou bastante. É o momento para testá-lo”, sintetizou o técnico Levir Culpi.

O treinador, aliás, também está na mira da Massa. No último embate na Arena Independência, contra o Atlético-PR, ele foi vaiado e chamado de “burro” pelos torcedores por conta das modificações. No entanto, acabou tendo sorte, já que dois gols contra do Furacão decretaram a vitória do Galo, por 3 a 1.

Só que o treinador não irá viver de sorte todo dia e está ciente da pressão dos aficionados. No entanto, se diz tranquilo para qualquer tipo de pressão.

“Se tem bons resultados, a torcida está bem. Se o time está mal, ela está mal conosco. Mas acredito que vamos chegar bem no campeonato”, disse o técnico do time atleticano.

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