“Meu Pedacinho de Chão” foi celebrada por ousadia estética

A inovação também passou por outra área. A trama teve apenas 96 capítulos, um número baixo quando comparado com outras do gênero

iG Minas Gerais | Vinícius Lacerda |

Sucesso. Novela de Luiz Fernando Carvalho entra para história por seus cenários lúdicos, figurinos caricaturais e encenação teatral
globo / divulgação
Sucesso. Novela de Luiz Fernando Carvalho entra para história por seus cenários lúdicos, figurinos caricaturais e encenação teatral

No último capítulo de “Meu Pedacinho de Chão” foi revelado que a breve história seria fruto da imaginação do garoto Lepe (Tomás Sampaio), o que justificaria a estética sob a qual a trama foi montada. A descoberta, porém, é um recurso narrativo que não diminui ousadia da proposta de criar uma obra de teledramaturgia com um formato inovador.  

Dirigida por Luiz Fernando Carvalho (da bela minissérie “Hoje é Dia de Maria”), a novela pegou a todos de surpresa quando a Globo revelou imagens com cenários lúdicos, figurinos caricaturais e personagens mais “teatrais”. “A novela representa uma baita ousadia da emissora em veicular um produto daquele tamanho naquele horário e já entrou para a História por causa disso”, comenta o especialista em televisão Nelson Xavier.

A inovação também passou por outra área. A trama teve apenas 96 capítulos, um número baixo quando comparado com outras do gênero. A quantidade foi suficiente para agradar a crítica especializada. Por outro lado, o público parece ter aceitado o folhetim com menos euforia. “Meu Pedacinho de Chão” terminou com 18 pontos de média no Ibope, a mesma atingida por suas predecessoras “Joia Rara” (2013) e “Lado a Lado” (2012).

Para a experiente atriz Renata Sorrah, iniciativas como essa devem sempre existir. “Estamos num período de reformulação, mas não devemos nivelar por baixo para que o público possa entender. Lembro que, quando fiz ‘O Casarão’ (1976), muitas pessoas reclamaram que não estavam entendendo nada por se passar em três épocas diferentes. Hoje em dia isso é muito normal”, exemplifica. 

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