De ídolo teen a advogado

No ar em “Vitória”, Rodrigo Phavanello conta como se preparou para interpretar o advogado Rafael

iG Minas Gerais | Anna Bittencourt |

Boa fase. Rodrigo tem contrato com a Record até 2018.
Jorge Rodrigues Jorge/CZN
Boa fase. Rodrigo tem contrato com a Record até 2018.

Rodrigo Phavanello não gosta de ficar parado. Por isso, ele valoriza todos os trabalhos que tem feito nos últimos cinco anos em que está contratado pela Record. Atualmente, em “Vitória”, não é diferente. Na pele do advogado criminalista Rafael, o ator mergulhou fundo na construção do personagem, que acabou entrando antes do previsto na trama de Cristiane Fridmann depois da saída conturbada de Dado Dolabella. “Não prejudicou nada. Na verdade, até ajudou. Só tive de intensificar a preparação”, conta. Além de dicas com o cunhado e o sobrinho, ambos advogados, Rodrigo adotou a prática do jiu-jitsu, arte marcial praticada por Rafael. “Nunca tinha lutado e me apaixonei. Virou filosofia de vida”, admite, orgulhoso.

Aos 37 anos, o ator, natural de Campinas, em São Paulo, começou cedo a carreira. Enquanto fazia figuração no “Domingo Legal”, programa que Gugu Liberato apresentava no SBT, foi convidado para participar de um teste para integrar o grupo teen Dominó. “Já fazia aula de teatro há muito tempo. Mas topei na hora porque era fã do Dominó. Tinha até uma banda cover com meus amigos”, relembra, aos risos. Depois de seis anos ao lado de Afonso Nigro, Nill, Marcos Quintela e Marcelo Rodrigues, Rodrigo decidiu voltar a se dedicar aos cursos de atuação. “Foi muito difícil recomeçar uma carreira do zero depois de estar lá em cima”, confessa.

Seu personagem só entraria por volta do capítulo 25 de “Vitória”. No entanto, com a saída de Dado Dolabella, sua estreia foi antecipada. O que mudou na trajetória do Rafael? Na verdade, mudou pouca coisa. Não foi exatamente uma substituição. O que aconteceu foi que as coisas foram antecipadas e eu acabei entrando no capítulo sete. Mas não foi uma mudança exclusiva do meu personagem. A saída de Dado acabou fazendo com que a história andasse mais rápido, que ganhasse mais agilidade.  

E essa antecipação prejudicou de alguma forma a composição? Fez com que eu tivesse que intensificar meus estudos, só. Como meu sobrinho e meu cunhado são advogados, já estava bastante inteirado do universo da advocacia criminal. Sempre conversei e me interessei muito sobre direito. Inclusive, antes de saber que Rafael seria advogado, fui em algumas audiências. Coisa de curioso mesmo (risos). Mas, como ele também é lutador de jiu-jitsu, aumentei a frequência dos treinos. O que foi ótimo, porque acabei me apaixonando e agora virou mais que um esporte ou um hobby, virou uma filosofia de vida.  

Você está há cinco anos na Record e, recentemente, foi convidado para voltar à Globo em “Amor à Vida”. O que pesou na hora de recusar o convite para a trama de Walcyr Carrasco? O Walcyr é meu padrinho. Foi ele quem me descobriu como ator e me deu meu primeiro papel, em “Alma Gêmea”. Fiquei muito feliz com o convite. Ele me ligou porque sabia que meu contrato com a Record estava acabando. Só que eu tinha acabado de renovar meu vínculo até 2018. É bom saber que ainda tenho portas abertas na Globo. E que venha a Band, o SBT (risos)... Eu me senti honrado, mas a Record, mesmo depois de tantos anos, está sendo uma escola para mim. Não podia largar essa oportunidade.  

Como assim? Na Globo, tive muitos papéis cômicos. Era corno, paspalho... O que é muito legal. Mas aqui é diferente, é um aprendizado. São trabalhos muito diversos, não tem o risco de você cair em um estereótipo e fazer apenas um tipo de personagem. Uma hora você faz um vilão, logo depois tem um mocinho e aí você encontra um papel bíblico, como foi em “Rei Davi” e “Milagres de Jesus”. Essa diversidade é muito estimulante. Fora que aqui não ficamos muito tempo sem entrar em uma produção. Não gosto muito de ficar parado, sem trabalhar (risos).  

Você começou sua carreira como vocalista do Dominó. Como foi a decisão de deixar o grupo e apostar na carreira de ator? Sempre fui apaixonado por teatro. Antes do Dominó, com 10 anos, comecei a fazer aulas de teatro. Ia para o SBT de ônibus para fazer figuração em programas. Um dia, me chamaram para fazer um teste de vocalista. Fui porque era jovem e fã, tinha até um grupo cover. Foram sete anos ótimos, dois deles morando na Europa. Mas tudo tem seu ciclo. Sentia que tinha acabado meu tempo ao lado deles. E voltei para ir atrás do meu sonho. Não foi fácil deixar a vida que tinha, ir para o Rio de Janeiro, voltar a andar de ônibus, fazer testes. É muito difícil recomeçar uma carreira do zero depois de estar lá em cima. Mas foi um caminho maravilhoso. Me orgulho muito de ter tido coragem de jogar tudo para o alto e apostar em uma trajetória totalmente nova. 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave