Do outro lado da luxúria

Minissérie “A Segunda Vez”, do canal a cabo Multishow, flerta com os dramas e decepções das garotas de programa

iG Minas Gerais | Luana Borges |

Equipe afinada. De acordo com o diretor César Rodrigues, o elenco se entregou para a história e vive com destreza os dramas de um mundo de sexo e bebidas
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Equipe afinada. De acordo com o diretor César Rodrigues, o elenco se entregou para a história e vive com destreza os dramas de um mundo de sexo e bebidas

Tudo o que é proibido gera um certo frisson. Inclusive, o universo da prostituição. Não é à toa que a ficção costuma tirar bastante proveito do assunto. Munido de uma certa experiência com séries sobre garotas de programa, o canal a cabo Multishow estreia amanhã, às 22h30, a série “A Segunda Vez”. Depois de levar ao ar as produções “Oscar Freire 279” e “Uma Rua Sem Vergonha”, o canal pago pretende explorar o tema por meio dos dramas dos personagens e não da exposição de cenas de sexo. Mas isso não significa que não haverá nudez, corpos esculturais e sequências quentes em profusão. “A erotização faz parte, é um assunto que está dentro do canal, mas não queremos banalizar o sexo. Vamos tratá-lo com conteúdo”, avisa o diretor da minissérie César Rodrigues.

A série, uma adaptação do livro “A Segunda Vez que Te Conheci”, de Marcelo Rubens Paiva, gira em torno de Raul (Marcos Palmeira). O personagem é um jornalista boêmio que, logo no início, perde o emprego e a mulher, Ariela (Priscila Sol, que pede o divórcio. Temporariamente sem ter onde morar, ele se instala no flat de um amigo e descobre que o prédio é povoado por garotas de programa de luxo. Quando conhece uma delas, chamada Carla (Letícia Persiles), Raul tem a ideia de iniciar uma nova carreira como empresário das moças. “Ele não pega nenhuma das meninas. Só tem um afeto por aquelas mulheres e vê que podem se dar muito melhor na profissão”, explica o intérprete Palmeira, empolgado com o novo trabalho.

Gravações. Os 24 capítulos que integram a primeira temporada e vão ao ar de segunda a sexta-feira foram registrados na cidade de São Paulo. Em um ritmo de trabalho intenso, o diretor precisava gravar cada 27 minutos – a duração média de cada um dos episódio – em três dias. Parece suficiente, mas, durante esse tempo, Rodrigues comandava sequências complexas de sexo, ação e várias brigas. “O tempo todo acontece algo na história, e a gente dependia de uma produtividade muito alta”, recorda.

Justamente pela rotina agitada, a preparação do elenco antes das gravações foi fundamental. Letícia Persiles, Monique Alfradique, Eline Porto e Gabriella Grecco, que interpretam as garotas de programa, pesquisaram sobre o universo da prostituição durante dois meses. Cada atriz buscou as referências que mais interessavam para suas respectivas personagens durante visitas a prostíbulos.

Monique, por exemplo, foi em busca de mulheres que trabalhavam como prostituta para conseguir pagar os estudos, já que sua personagem, Luiza, sonha em se tornar psicóloga. “Pesquisei o que motivou essas mulheres a seguirem esse caminho. Se foi por vontade própria, se foi por problemas familiares, como é o caso do meu papel”, explica a atriz. Gabriela Grecco, por sua vez, foi a última a ser escalada e não teve o mesmo tempo de laboratório que as outras intérpretes. “Não quis buscar referências para não cair em clichês. Preferi seguir minha intuição e as indicações do diretor”, esclarece.

Várias cenas de nudez

Corpos à mostra. O elenco de belas atrizes foi escolhido a dedo. Afinal, elas protagonizam inúmeras cenas de sexo e precisam deixar os corpos à mostra. Mas todas juram que a experiência foi tranquila. Principalmente por conta da condução do diretor. Sempre que possível, César Rodrigues diminuía o número de pessoas no set de filmagem.

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