As impressões do 1º debate

iG Minas Gerais |

No momento em que as pesquisas divulgadas por O TEMPO indicam uma estabilidade nas intenções de voto para presidente e governador, apontando uma vitória ainda em primeiro turno para os petistas Dilma Rousseff e Fernando Pimentel, aguarda-se a largada para a mais interessante fase da disputa. Em breve, os candidatos terão toda a exposição que a TV possibilita. É possível arriscar que a definição da disputa estará na reação do eleitor nos dez primeiros dias do programas televisivos, entre o fim deste mês e o início de setembro, quando se imagina que os números das pesquisas tenham uma maior variação. Uma prévia do que está por vir aconteceu na última quinta-feira, quando a Band realizou o primeiro de uma série de debates que os postulantes ao governo de Minas terão que enfrentar até o mês de outubro. O evento, mais do que um abre-alas, foi uma oportunidade para se ajustarem incoerências nos discursos, até com transmissão de dados incorretos, sejam eles utilizados para criticar ou para defender este ou aquele projeto de governo. Há quem diga que não há vencedores em debates, mas quem apresentou o melhor desempenho entre os postulantes mineiros nesta semana foi o candidato do PSB, Tarcísio Delgado. O socialista, sem a obrigação de defender Aécio ou Dilma, deu ao debate da Band mais “emoção”. Foi, de fato, a sensação para o público presente nas instalações da emissora e também para o telespectador mais atento à política. Fernando Pimentel se mostrou mais seguro na hora de fazer suas defesas, até quando o que falava não coincidia com as informações reais. O seu tom ofensivo se confundiu com rabugice. Pimenta da Veiga esboçou calma na hora de se expressar e, do ponto de vista da postura, também não foi ruim, porém faltaram a ele informações para fazer uma defesa mais veemente do PSDB e de seus ex-governadores. O tucano, entretanto, terá que se acostumar com o “três a um” em que se transformou a primeira discussão ao vivo entre os candidatos. Pimentel manterá a estratégia de atribuir à morosidade do Estado projetos do governo federal que não saíram do papel, como a expansão do metrô e a obra do Anel Rodoviário. Atrás nas pesquisas, mas com perspectivas de crescimento, a ponto de sair em condições de virar o jogo em um eventual segundo turno, o tucano passará por um dilema na hora de decidir sobre a sua presença nos próximos embates. Se não for, evita os ataques de três frentes diferentes, mas se apequena diante dos outros concorrentes. De qualquer forma, ele terá que se armar mais para defender os 12 anos de governo e ampliar o repertório de respostas, com mais clareza do que demonstrou no primeiro round.

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