Quase 20 anos de freguesia

Time celeste venceu nove dos últimos 12 jogos contra o Tigre em Campeonatos Brasileiros

iG Minas Gerais | Guilherme Guimarães e Bruno Trindade |

Cada jogo é diferente. Zagueiro Léo ressalta que o retrospecto não entra em campo e prega muito respeito ao Criciúma nesta noite
Uarlen Valério
Cada jogo é diferente. Zagueiro Léo ressalta que o retrospecto não entra em campo e prega muito respeito ao Criciúma nesta noite

No vocabulário do futebol, a palavra freguês indica que um time sempre passa aperto e soma muitas derrotas em confrontos com um adversário específico. Situação que se encaixa perfeitamente quando o assunto remete ao jogo de hoje, entre Criciúma e Cruzeiro, às 18h30, no estádio Heriberto Hulse, em Santa Catarina, pela 14ª rodada do Brasileiro.

Líder isolado da competição, o time celeste terá pela frente o Tigre, um grande freguês na disputa nacional. Em 12 jogos, foram nove vitórias, dois empates e apenas uma derrota do time mineiro. O que representa um aproveitamento de 80,56%.

O único revés cruzeirense aconteceu em 1994, na repescagem do Brasileiro. Naquele ano, a Raposa perdeu por 1 a 0, gol do atacante Jairo Lenzi. De lá para cá, os mineiros não sabem o que é derrota.

Apesar dos quase 20 anos de freguesia catarinense, o discurso dos jogadores do Cruzeiro é de muito respeito ao adversário. “Questões de números e teorias não entram em campo. Cada jogo é um jogo. Ano passado foi diferente, esse ano será também. A gente espera um jogo difícil, como sempre é, mas esperamos imprimir nosso ritmo para sair com a vitória”, ressaltou o zagueiro Léo.

Outro que não se deixa enganar pelo retrospecto é o goleiro e capitão Fábio. “A gente sabe que a situação dos times é diferente, mas cada jogo tem sua historia. Tem tempo que o Cruzeiro não perde, mas se a gente chegar achando que já é vencedor, não vai sair com o resultado. Se quer ser campeão tem que manter o foco”, ressaltou o camisa 1.

Para o meia Everton Ribeiro, mesmo tendo pela frente o 13º colocado, o líder Cruzeiro precisará de muito cuidado. “Estamos vendo que cada jogo é uma batalha, não tem nenhuma partida em que se entra e faz três gols de cara. Temos que estar atentos, melhorando, para não dar brechas e manter a diferença de pontos”, disse o meia.

Em cinco duelos disputados no Heriberto Hulse, palco do jogo de hoje, o Cruzeiro venceu três, empatou um e perdeu outro.

Raposa alerta para a presença de ‘espiões’ no adversário Além do campo acanhado e da pressão da torcida, os jogadores do Cruzeiro também terão que tomar cuidado com os “espiões” que fazem parte do elenco do Criciúma. O volante Rodrigo Souza e o atacante Lucca conhecem bem o time montado por Marcelo Oliveira. Ambos estiveram na Toca II em 2014. O primeiro ainda pertence ao clube mineiro e está emprestado, por isso não tem condições de jogo. Já o avante é do Tigre, mas a Raposa detém 35% de seus direitos. Por isso, o meia Everton Ribeiro pede atenção aos companheiros de clube. “Tenho certeza (de que eles vão passar informações). Sempre que alguém conhece sua antiga equipe, vai passar informações. Eles vão estar preparados para o jogo e vão querer vencer. Temos que estar atentos”, alertou.

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