Dilma diz que é importante crer em Deus e pede oração

A petista falou por mais de meia hora. No discurso lido, a presidente falou várias vezes “graças a Deus”

iG Minas Gerais |

São Paulo. De olho no voto dos evangélicos para conseguir sua reeleição, a presidente Dilma Rousseff fez ontem um aceno aos religiosos sustentando que “é importante crer” e disse acreditar no poder da oração. Com um discurso cheio de citações religiosas, a petista recorreu duas vezes a um salmo para afirmar que “o Estado é laico, mas feliz é a Nação cujo Deus é o senhor”.

“Na Bíblia está escrito que a oração de um justo pode muito em seus efeitos. Não se esqueçam de orar por mim. Eu estarei contando muito com isso. Quero dizer também para vocês que todos os dirigentes desse país dependem do voto do povo e da graça de Deus. Eu também”, afirmou Dilma. A presidente participou do encerramento de um congresso da Assembleia de Deus em São Paulo, com mais de 5.000 pastoras e missionárias da ala comandada pelo bispo Manoel Ferreira, que apoia seu adversário Pastor Everaldo (PSC). No início do culto, a presidente fez a oração do Pai Nosso e foi recebida com a letra da música “Mulheres Guerreiras” que era exibida nos telões. Dilma ensaiou algumas estrofes e bateu palmas. A petista falou por mais de meia hora. No discurso lido, a presidente falou várias vezes “graças a Deus”, elogiou o trabalho social da Assembleia de Deus, afirmou que nunca um governo valorizou tanto a família e que ela cumpriu a promessa eleitoral de 2010. A presidente fez uma longa exaltação de programas do governo como Minha Casa, Minha Vida, Pronatec, Bolsa Família, programa de creches e Brasil Sem Miséria e estava acompanhada do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência, do governador do Distrito Federa Agnelo Queiroz e do líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha, um dos principais representantes da bancada evangélica.

Tabu

Aborto. O tema que ganhou destaque na eleição de 2010 foi citado pelo líder do PMDB, Eduardo Cunha. Para ele, a gestão Dilma foi rápida ao anular a flexibilização do aborto.

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