Em Estremoz, tudo o que reluz é ouro

Palácio luxuoso serve como hospedagem; em Crato, atração é roteiro enoturístico

iG Minas Gerais | Paulo Campos |

Cheia. A lua se ergue no céu de Estremoz, com o castelo em primeiro plano
Paulo Campos
Cheia. A lua se ergue no céu de Estremoz, com o castelo em primeiro plano

De Évora a Crato, a parada na Herdade do Esporão é um ode ao enoturismo. Oliveiras a perder de vista cercam o espaço inundado pelo cheiro do vinho. Interligadas por túneis, as visitas às caves termina com uma degustação de vinhos portugueses.

À noite, na cidade-satélite Flor da Rosa, nas proximidades de Crato, vamos dormir em um mosteiro, hoje transformado na pousada Flor da Rosa, com apenas 21 quartos e três belíssimas suítes situadas na torre do mosteiro.

Cercada por muros do século XIV, a construção (que ilustra a capa deste caderno) se ergue em absoluto isolamento. Um castelo, um convento e um paço ducal, construídos em tempos diferentes, deram origem a uma eclética obra de arquitetura com harmonia de rara beleza.

Riqueza

Nos últimos dias de nosso tour enogastronômico, Estremoz revela toda a riqueza da nobreza portuguesa. A cidade que mais impressiona do Alentejo é caracterizada por muralhas grandiosas e imensos portais. É intitulada a “vila branca” em virtude das casas pintadas de branco e do mármore exportado para a Arábia Saudita.

O interesse ali recai sobre o castelo construído, no século XII, pelo rei dom Dinis para a esposa Isabel de Aragão, hoje a magnífica pousada da Rainha Santa Isabel. Muitos foram os milagres atribuídos à rainha, que ajudou os pobres e foi canonizada no século XVI.

Próximo à entrada, há uma imagem da santa e uma capela coberta de azulejos. Inaugurada em 1970, essa pousada é a mais luxuosa do grupo Pousadas de Portugal. Não há como evitar “comer com os olhos” suntuosos lustres, tapeçarias, estátuas em mármore, pinturas, artefatos, vasos e mobiliário, numa profusão de detalhes capaz de anestesiar os olhos. Na verdade, são peças de museus cedidas pelo governo português. O cenário é digno de um casal em lua de mel.

Caminhamos por longos corredores e escadas monumentais até os aposentos, que lembram os antigos palácios europeus. Estamos diante de uma obra de arte dentro de um castelo medieval, com jardins planejados e todos os mimos a que o hóspede tem direito. Do castelo original, destruído em 1698, sobrou a torre das Três Coroas.

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