Os ares das montanhas

Ponto mais alto de Portugal é o mais novo investimento do Grupo Pestana

iG Minas Gerais | Paulo Campos |

Sanatório. Prédio foi adaptado para pousada
Paulo Campos
Sanatório. Prédio foi adaptado para pousada

Serpentear as estradas sinuosas de Portugal leva a experiências emocionantes como a de subir a selvagem Serra da Estrela, a mais alta cadeia de montanhas de Portugal, com mais de 2.000 m de altura. No topo, está uma torre de 7 m, construída em 1817, um hotel e uma bela estação de esqui.

Do alto da serra se avista a lagoa Comprida e vários lagos que geram energia elétrica para Portugal. Para chegar até lá, parte-se de Viseu, Belmonte e Guarda, a maior cidade. A paisagem no caminho recompensa a demora na subida. Nosso destino é o mais novo do grupo Pousadas de Portugal.

A Pousada da Serra da Estrela foi antigo sanatório até os anos 80. Faz parte, agora, de uma nova geração de hospedagem do grupo Pousadas de Portugal, ao lado das existentes em Cascais, Porto e Viseu, maiores, com uma média de 90 quartos, mais espaçosos.

Pousadas dessa nova geração ainda são dotadas de tudo o que é necessário para descanso e o relaxamento, como sauna, banho turco, academia, spa com piscina, biblioteca, business center, salão de jogos e varandas. Nas suítes categoria spa, há jacuzzi e banho turco.

No Parque Nacional Serra da Estrela são oferecidos passeios a cavalo, de charrete, de bike, além de caminhadas acompanhadas de guias a  50 euros, mas obrigatório mesmo é assistir à produção do famoso queijo da serra nas fábricas locais. O queijo, amanteigado, é delicioso. À noite, somos brindados com típico prato local, o cabrito assado.

Arte que brota em rochedos

Limitado a Norte e Leste pela Espanha e ao Sul pelo município de Portalegre, está Marvão, que deve seu nome a um cavaleiro mourisco do século IX, Ibn Marwan. Marvão foi o local escolhido por ele e outros condenados de guerra como esconderijo.

O vilarejo, que parece brotar da rocha, pode ser avistado ao longe, da estrada, em um penhasco. No passado, protegeu Portugal dos ataques espanhóis. Sinta-se à vontade para caminhar por ruelas e admirar casinhas branquinhas, arcos renascentistas, grades de ferro batido e janelas manuelinas. Há até uma curiosidade: um cemitério romano.

Dentro da cidade amuralhada, moram apenas 94 pessoas num ritmo de vida lentíssimo, entre elas a holandesa Leone, que montou o ateliê Art Lab.

Museu

No trajeto até o castelo, a 900 m de altura, aprecie o Museu Etnográfico com as peças feitas de castanha. Curiosamente, quase tudo leva castanha, inclusive os doces. Tem até uma Festa da Castanha na segunda semana de outubro.

No pelourinho próximo ao castelo tem-se uma vista magnífica que alcança a Serra da Estrela e até a divisa com a Espanha.

No castelo, hoje transformado em centro cultural, uma cisterna do século XVI denuncia que Marvão chegou a ter 1.500 habitantes. A água que caía das chuvas era suficiente para abastecer o povoado, hoje parado no tempo e pleiteando ser Patrimônio Histórico da Humanidade. Segundo a guia Felicidade, a única maneira de preservar sua história.

Só turismo, emenda ela, poderá garantir a preservação de seu patrimônio. “Marvão anseia ser descoberta pelo mundo”, afirma, ao lamentar o número pequeno de apenas 36 mil turistas por ano. Para atrair novos visitantes, a municipalidade promove o percurso literário Branquinho da Fonseca e um festival de música clássica anualmente no pátio do castelo.

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