'Dossie Vôlei' mostra enriquecimento de genros de Ary Graça

Investigação revela provas de que duas empresas, uma de esportes e outra de transmissão online, ganharam dinheiro facilmente por ligação com ex-presidente da CBV

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Divulgação/CBV
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O "Dossiê Vôlei", da Espn, revelou mais um negócio ilegal envolvendo a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e seu ex-presidente Ary Graça, atualmente no comando da Federação Internacional. Em reportagem divulgada nesta terça-feira, o documento mostra provas de que Graça envolveu dois genros em negócios milionários e alcançou até a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA).

Bruno Freire Moreira, marido de Roberta Silva Graça, teria criado uma empresa de materiais esportivos relacionados à água, em 2010, e assinado os papéis de um contrato com a CBV logo de cara. A organização, chamada Acquatic Confecção de Artigos do Vestuário Ltda, passou a produzir as tradicionais camisas amarelas com a logo do Banco do Brasil, patrocinador oficial do vôlei, que são distribuídas gratuitamente nos jogos da seleção, tanto de quadra como de praia. Segundo documento oficial da federação, o contrato seria no valor de R$ 70.293,00.

O outro genro, Bruno Beloch, casado com Fabiana da Silva Graça, é responsável pelas transmissões dos jogos de vôlei – e dos eventos aquáticos da CBDA – na internet. Sua empresa LG vídeo, que tem o nome fantasia 'eventosaovivo', passou a ter como cliente até a Confederação Sul Americana de Vôlei (CSV), que foi presidida por Ary Graça de 2003 a 2012.

E não para por aí. “De acordo com o "Manual de Convênios" do Ministério do Esporte, os acordos, além de acompanhados por área técnica do próprio ministério, devem conter, por parte do beneficiado a indicação de 'responsável pelo acompanhamento e fiscalização', como indica o item 13.1. Assim, a CBDA indicou a CBV”, diz a reportagem, explicando que o contrato da 'eventosaovivo' com a confederação aquática foi 'supervisionado' pela CBV.

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