Jô volta a sorrir, a treinar e a fazer gols na Cidade do Galo

Depois do sumiço, jogador retornou ao CT do Atlético para trabalhar e diz que os problemas particulares estão resolvidos.

iG Minas Gerais | FERNANDO ALMEIDA |

Jô mantém o foco no Atlético, mas não descarta sair do clube mineiro após a Copa do Mundo
BRUNO CANTINI/ATLÉTICO
Jô mantém o foco no Atlético, mas não descarta sair do clube mineiro após a Copa do Mundo

O pensamento é deixar os problemas no passado, levantar a cabeça e seguir em frente. Desculpas aceitas, retorno à equipe titular e o desafio traçado: voltar a fazer gol. O atacante Jô retornou à Cidade do Galo, nesta sexta-feira, e fez questão de reiterar os pedidos de perdão à diretoria, ao técnico Levir Culpi e aos seus companheiros de Atlético. Todos compreenderam, abraços foram distribuídos e o sorriso voltou a invadir a face do avante.

De acordo com funcionários atleticanos, Jô chegou tranquilo ao CT alvinegro e cumprimentou a todos, como de praxe. No treino, já aberto à imprensa, logo recebeu o colete de titular e mostrou vontade. O coletivo foi acionado e não tardou para o avante dominar dentro da área, inclinar o corpo e chutar firme para estufar as redes.

Escolhido para a entrevista na sala de imprensa, o atacante saiu de campo, distribuiu um autógrafo e sentou leve, despreocupado. O discurso, claro, já estava construído e veio rápido, com facilidade ao ser questionado pelo sumiço logo na primeira pergunta.

“Hoje a cabeça está boa. No começo da semana tive um probleminha particular com minha esposa e meu filho, quando acabei indo para o Rio sem pedir permissão. Fiz errado. Expliquei que a minha família é a base e o presidente e o Maluf compreenderam; mas claro que terá a punição”, disse Jô.

“A família já está bem, já está tudo ok. Agora é seguir a vida e pensar nos gols”, completou o atacante, que não marca desde 10 de abril, na vitória por 1 a 0 sobre o Zamora, pela Libertadores.

Os pedidos de desculpas também foram direcionados à torcida – mais de uma vez. Como consequência disto, Jô garantiu que não sabe de nenhuma proposta de outro clube – falou-se em Borussia Dortmund-ALE, Wolfsburg-ALE e Corinthians – e espera ficar até o término de seu contrato, no fim de 2016.

“Queria pedir desculpas à torcida, que pensou que eu estava saindo. O clube eu devo tudo, porque foi ele que acreditou e me ajudou a dar a volta por cima. Jamais queria deixar a torcida triste”

Apoio. Desde o começo do treino, Jô conversou com seus companheiros e alternava momentos de seriedade com o trabalho e descontração com os colegas – realidade comum, claro. O apoio veio de todos os lados, fato apontado pelo técnico Levir Culpi.

“É uma situação que ele teve um problema pessoal muito sério. Às vezes, a gente toma decisões precipitadas; então temos de pensar nas punições. A situação que ele passou foi muito preocupante. Conversamos e vamos seguir o barco”, afirmou Levir.

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