Homem é preso por estuprar as sobrinhas no Norte de Minas

Crimes assim são comuns na região, segundo o delegado, porque as vítimas tem medo de denunciar os autores, já que na maioria dos casos eles são parentes ou próximos da família

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Um homem de 28 anos foi preso na noite dessa quarta-feira (7) após a Polícia Civil concluir o inquérito que confirmou que ele abusava das sobrinhas de 12 e 15 anos há mais de um ano em Francisco Sá, no Norte de Minas. O homem morava com a mãe e as meninas e deve responder por estupro de vulnerável, crime que pode gerar pena de 8 a 15 anos.

Segundo o delegado Emmanuel Robson Gomes, da Delegacia de São Francisco, que está a frente do caso, o suspeito, que não teve a identidade divulgada, era investigado há pouco mais de um ano, quando começaram a surgir as denúncias vindas do Conselho Tutelar. Desde então, as meninas apresentavam um comportamento diferente, o que chamou a atenção das conselheiras tutelares.

“As meninas contaram com riqueza de detalhes os abusos cometidos pelo tio. Coisa que só quem vivencia essa situação sabia dizer”, disse o delegado. Atualmente, as meninas estão em uma instituições própria para abrigar crianças, para preservá-las. Ficou constatado no inquérito que a avó das crianças não sabia dos abusos cometidos pelo tio.

Ainda de acordo com Gomes, havia penetração nos estupros e o suspeito agia com violência. Ele negou tudo e disse que jamais estupraria as sobrinhas.

Falta de denúncias

De acordo com o delegado Emmanuel Gomes, casos de abuso de menor na cidade são comuns. “Infelizmente. Na última semana, por exemplo, prendemos um homem de 51 anos porque ele estava abusando das duas filhas dele, de 15 e 18 anos, respectivamente. A mais velha era abusada há mais de 10 anos. A gente tem feito o melhor que podemos para punir esses autores, mas o que dificulta o nosso trabalho é a falta de denúncias. As vítimas acabam com medo de contar o  que aconteceu, porque na maioria dos casos, os abusos são praticados por familiares ou pessoas que moram na mesma casa que elas”, disse. 

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