Moradores fazem protesto pedindo por negociação ao invés de despejo

Aproximadamente 40 manifestantes protestam em frente ao Palácio da Justiça, no Centro; o trânsito não foi prejudicado até o momento

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Cidades - Belo Horizonte - MG
Moradores da ocupacao William Rosa se preparam para resistir ao ato de reitegracao de posse que esta prevista para acontecer nos proximos quinze dias

FOTO: FERNANDA CARVALHO / O TEMPO - 07.08.2014
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Cidades - Belo Horizonte - MG Moradores da ocupacao William Rosa se preparam para resistir ao ato de reitegracao de posse que esta prevista para acontecer nos proximos quinze dias FOTO: FERNANDA CARVALHO / O TEMPO - 07.08.2014

Moradores das três ocupações da Mata do Isidoro, na divisa da região Norte de Belo Horizonte e a cidade de Santa Luzia, protestam no Centro da capital, na tarde desta sexta-feira (8), contra a ordem de despejo que deve ser cumprida a partir de segunda-feira (11) pela Polícia Militar (PM).

O protesto, conforme membros das Brigadas Populares, aconteceria  na porta do Tribunal de Justiça, na rua Goiás. Entretanto, por volta das 15h30 os cerca de 40 manifestantes, conforme a contagem da PM, se deslocaram para a avenida Afonso Pena, em frente ao Palácio da Justiça.

O objetivo do protesto seria chamar a atenção das autoridades para que seja feita uma negociação e não o despejo forçado, como foi anunciado pela polícia. Com placas e gritos de guerra, os moradores das ocupações garantem que resistirão até o fim. "Um, dois, três quatro, cinco, mil, roubaram o meu dinheiro e o viaduto já caiu" é um dos gritos entoados pelo grupo. "Não aceitamos despejo, preferimos morrer na luta do que sobreviver no aluguel", dizia uma faixa.

A manifestação pacífica acontece apenas no passeio e no acostamento da avenida, não prejudicando o trânsito na região.

O despejo

A Polícia Militar (PM) reafirmou, nesta sexta-feira (8), que a desocupação na área da Mata do Isidoro acontecerá a partir da próxima segunda-feira (11). O terreno abriga as ocupações da Granja Werneck (Vitória, Rosa Leão e Esperança), Zilah Spósito e Fazenda Tamboril, que têm, conforme os moradores, aproximadamente 8 mil famílias.

Apesar da data ter sido informada, representantes das ocupações se intimidam com a presença da PM no local que, na manhã desta sexta está mapeando o terreno e rodeando os moradores. Uma moradora da ocupação Zilah Spósito informou que após entrar em contato com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB Willian Santos, os militares deixaram o local. Mas continuam rodeando. Santos confirmou que recebeu a denúncia de moradores da ocupação que estavam com medo de que a desocupação começasse a qualquer momento.

A assessoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que a liminar expedida em agosto do ano passado que determina a desocupação da área continua valendo e agora está em fase de cumprimento de mandado, e que foram delegados oficiais de Justiça para o local. 

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