Cubano Leal cogita defender a seleção brasileira nas Oimpíadas

Em sua terceira temporada no Brasil, defendendo o Sada Cruzeiro, jogador estaria na lista do técnico Bernardinhi

iG Minas Gerais | DIEGO COSTA |

Douglas Magno / O Tempo
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Só falta o chamado. Foi o que deu a entender o cubano Leal, do Sada Cruzeiro, ao ser questionado sobre a possibilidade de atuar pela seleção brasileira. Aos 25 anos, o ponteiro é um dos grandes nomes do time mineiro e se prepara para sua terceira temporada no Brasil.

A especulação surgiu em junho, por meio do blog do jornalista Bruno Voloch, do "Uol". Ele afirmou que a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) chegou a sondar a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) sobre a possibilidade de contar com o cubano, o que teria sido negado pela FIVB.

A CBV estaria atendendo um pedido do técnico Bernardinho. Nesta quinta-feira, Bruno voltou a tocar no assunto e afirmou que a questão voltará à pauta após a disputa do Mundial, na Polônia.

Em contato com a reportagem de O TEMPO, o jogador afirmou que não houve nenhuma conversa sobre o assunto, mas ele não descarta a chance de vestir a camisa amarelinha. “Estão falando sobre isso, mas não houve nenhum contato comigo. Se me chamarem, tem a possibilidade, sim, mas até agora não teve contato. Mas poderia conversar sobre defender a seleção brasileira”, declarou o cubano.

Yoandy Leal Hidalgo é natural da capital Havana. O jogador não atua pela seleção cubana desde o Campeonato Mundial de 2010, quando foi eleito o melhor atacante da competição. Depois disso, ele foi afastado pela federação local. Leal teria se recusado a servir o selecionado do país. Outro a comentar o fato foi o ex-dirigente de futebol, que também foi treinador e jogador de vôlei, Bebeto de Freitas. Na última terça-feira, ele participou do programa Redação SporTV.

“Não foi colocado na imprensa, com o devido destaque, que o Brasil pediu a naturalização desse cubano que joga no Sada Cruzeiro, o Leal, para jogar as Olimpíadas no Brasil. Imagina você ter um esporte considerado uma referência mundial, e ainda assim você querer naturalizar (Leal). O pedido foi negado pela federação internacional. Eu perguntei na federação, e é verdade”, declarou Bebeto.

Negativa. Por meio da sua assessoria, a CBV negou a consulta à FIVB, bem como o interesse de Bernardinho em contar com o atleta. A reportagem tentou contato com o treinador brasileiro, mas não houve retorno. 

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