Candidatos divergem sobre baixa doação às campanhas

Para Pimentel, cofre vazio é fruto de preconceito com uma campanha de oposição em Minas

iG Minas Gerais | flávia carneiro |

Dinheiro. Ao lado do vice, Antônio Andrade, Pimentel defendeu financiamento público de campanha
Alex de Jesus
Dinheiro. Ao lado do vice, Antônio Andrade, Pimentel defendeu financiamento público de campanha

O candidato do PT ao governo de Minas, Fernando Pimentel, disse nesta quinta que as empresas mineiras têm receio em contribuir para sua campanha eleitoral, pois a coligação Minas Para Você representa a oposição. “É compreensível que exista um temor por parte das empresas. Houve também, nos últimos anos, uma criminalização de quem doa dinheiro para as campanhas eleitorais, o que é ruim para a democracia. A empresa que faz a doação e depois participa de contratos e licitações é suspeita, em primeira mão, de alguma irregularidade”, comentou o candidato durante entrevista coletiva em seu comitê.  

Fernando Pimentel se referia aos dados da primeira prestação de contas divulgada pela Justiça Eleitoral. Conforme os números disponibilizados nessa quarta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a coligação encabeçada pelo PT na disputa pelo governo de Minas conseguiu em um mês de campanha R$ 1,1 milhão. Número é inferior aos R$ 3,9 milhões angariados pela campanha do tucano Pimenta da Veiga.

O petista afirmou que é preciso acabar com o clima de suspeita de quem doa, já que o sistema está amparado pela legislação. O ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro de Dilma Rousseff garantiu que está arrecadando o suficiente para sua campanha, “que não é milionária e não tem um exército de gente na rua contratado para distribuir adesivos”.

Questionado sobre a sinalização do Supremo Tribunal Federal (STF) de considerar inconstitucional a doação de dinheiro vinda de pessoas jurídicas para as campanhas, Pimentel analisou que, se isso acontecer, será preciso mudar a regra do jogo eleitoral. “O PT defende o financiamento público de campanha. Na minha corrida ao governo de Minas não existe uma atividade específica voltada para a arrecadação oriunda de pessoas físicas, como acontece na campanha da presidente Dilma”, comentou.

O postulante a vice na chapa tucana, deputado Dinis Pinheiro (PP), aproveitou a diferença de arrecadação entre as coligações como motivo para alfinetar os adversários. Para o candidato, Pimenta da Veiga arrecadou mais porque tem mais credibilidade. “É natural que quem representa a ética e a credibilidade e tem boas propostas consiga conquistar mais a confiança do povo”.

O candidato, no entanto, admitiu que, de maneira geral, todos os partidos estão com dificuldades de arrecadação devido à situação econômica do país, com juros altos e “carga tributária exorbitante”. “A falta de dinheiro está atingindo todos os brasileiros”.

Debate

Cara a Cara. Pela primeira vez desde o início da campanha, os candidatos Fernando Pimentel (PT) e Pimenta da Veiga (PSDB) ficariam frente a frente, nesta quinta à noite, no primeiro debate eleitoral. Até o fechamento desta edição, o encontro, organizado pela Band Minas, não havia começado. Adversários. Também foram convidados para o debate na emissora os candidatos Tarcísio Delgado (PSB) e Fidélis Alcântara (PSOL).

Para Delgado, crise é fruto da economia O presidente estadual do PSB e candidato a deputado federal, Julio Delgado, do PSB, falou sobre a dificuldade na arrecadação para a campanha de Tarcísio Delgado, candidato ao governo. “Está muito difícil arrecadar. Acredito que a campanha ainda não tenha iniciado em ritmo forte. Para mim, essa dificuldade de arrecadação é geral, à exceção de alguns partidos que já têm recursos próprios. A explicação é a economia, que está em crise e isso atinge todo mundo”.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave