Em fábrica, Aécio ataca Dilma

Candidato à Presidência disse a trabalhadores que está na hora de “deixarem na mão de quem sabe”

iG Minas Gerais |

Nervos. Aécio ironizou a dificuldade do Planalto de esclarecer questões: “Está à beira de ataque de nervos”
Orlando Brito / Coligacao Muda B
Nervos. Aécio ironizou a dificuldade do Planalto de esclarecer questões: “Está à beira de ataque de nervos”

SÃO PAULO. O candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves, disse nesta quinta que o Brasil “não merece” mais quatro anos de governo Dilma Rousseff (PT). “Está na hora de deixarem na mão de quem sabe”, concluiu o candidato, que visitou a porta de uma fábrica nesta quinta, em São Paulo.

Aécio voltou a dizer que o governo perdeu a “capacidade de atrair investimentos” e que o legado de Dilma será de “estagnação, crescimento baixo e pressão inflacionária”. O tucano foi à porta da fábrica acompanhado do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e de José Serra, que concorre ao Senado em São Paulo.

A incursão foi organizada por dirigentes da Força Sindical e pelo deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SDD-SP). Cerca de 150 trabalhadores saíram da empresa para ouvir o tucano. Durante o ato, Paulinho ironizou visita que o ex-presidente Lula fez a uma fábrica no Estado, na terça-feira, com seu candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha (PT). “Tem gente que não conseguiu reunir nem 30 trabalhadores”, afirmou.

Aécio voltou a prometer que manterá o reajuste real do salário mínimo e disse que corrigirá a tabela do Imposto de Renda. O tucano evitou, no entanto, se comprometer com o fim do fator previdenciário, reivindicação das centrais sindicais.

A agenda desta quinta foi organizada pela Força Sindical, e a data foi escolhida para fazer um contraponto ao encontro que a presidente Dilma teria com dirigentes de centrais sindicais que irão declarar apoio à candidatura dela.

Aécio provocou a candidata à reeleição ao recomendar que ela vá para a rua para “olhar nos olhos das pessoas e perceber qual é o sentimento do brasileiro hoje”, que, segundo o tucano, é de “desânimo”.

“Cabra”. Para barrar os votos nulos, brancos e as abstenções, que favorecem a candidatura da presidente, Aécio lançou nesta quinta na internet um segundo vídeo, agora mais crítico e explícito. A peça apresenta dois repentistas duelando: um diz que não irá votar, e o outro defende a necessidade do voto para o Brasil melhorar. O vídeo recomenda que o eleitor “vote com tudo ligeiro ‘pá vê’ o cabra ganhar”.

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