Comando não repassa dados da criminalidade na região Central

iG Minas Gerais | DAYSE RESENDE |

A reportagem de O Tempo Betim tentou obter os números dos últimos três meses quanto à violência na região Central, área onde comerciantes já chegaram a fazer protestos contra o alto índice de crimes e que, em função disso, tem recebido uma atenção especial da Polícia Militar desde que o tenente-coronel Jair Antônio Pontes Neto assumiu o comando do 33° Batalhão, em fevereiro deste ano. No entanto, apesar de o assessor de imprensa do 33° Batalhão, tenente Danilo Antonioni, informar que os índices tiveram queda, eles não foram repassados à reportagem até o fechamento desta edição.

A corporação também não informou os números referentes às demais companhias nem disse se nelas houve aumento ou redução no registro de ocorrências de crimes violentos. Antonioni disse apenas que as taxas da violência são analisadas pelo comando e que estratégias de prevenção são lançadas de acordo com a necessidade de cada região. “O comando do 33° Batalhão está lançando mão de todos os recursos para reduzir os índices da criminalidade em Betim. Prova disso é o centro, que já apresenta resultados positivos”, ressaltou.

Na opinião do militar, o enfraquecimento da legislação brasileira é que tem beneficiado a volta do infrator à rua. “A sensação de impunidade é muito grande. Às vezes, sentimos que estamos enxugando gelo”, disse ele, ao ressaltar que os roubos e os homicídios continuam sendo os maiores desafios da corporação.

O assessor também ressaltou que, com fechamento da 174. Cia e a centralização da unidade no batalhão, 11 policiais que atuavam no administrativo foram lançados no operacional. “Houve uma reestruturação da administração das Cias. e da sede do batalhão com o objetivo de lançar o maior número de policiais nas ruas. Desde junho, mês em que iniciou a Copa do Mundo, o centro, por exemplo, ganhou reforço de mais de 50 PMs. Muitos tiveram as férias cassadas para reforçar a segurança nessa área”.

Os registros de ocorrências, que antes eram feitos por policiais que faziam rondas em viaturas, também foram centralizados nas unidades da corporação. Além disso, foram feitos o reforço do policiamento a pé e a estruturação da Redes de Vizinhos Protegidos.

As blitze também foram reforçadas. Em junho, de acordo com a PM, 3.475 veículos foram fiscalizados; 202, apreendidos; 84, recuperados; 17 CNHs foram recolhidas; 164 inabilitados, autuados; 48 pessoas, presas; nove armas de fogo, apreendidas; e sete motoristas, detidos por apresentarem embriagues ao volante.

Um militar, que pediu para não ser identificado, critica a estratégia criada pelo comando. “O ordem é prevenir os crimes no centro. As demais regiões estão esquecidas pela corporação”.

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