Ação da polícia poderá ser mais ágil graças a aplicativo

Ferramenta intitulada Oncoto?, criada por professor da PUC Minas em Betim, permite identificar e compartilhar endereços e posições geográficas de contatos salvos em celular

iG Minas Gerais | Dayse Resende |

Pânico. 
Em caso de apuro, o usuário deve apertar a tecla SOS, que dispara uma mensagem de socorro
FOTO: JOAO LEUS / OTEMPO
Pânico. Em caso de apuro, o usuário deve apertar a tecla SOS, que dispara uma mensagem de socorro

Nos próximos dias, uma nova ferramenta poderá passar a fazer parte da rotina dos policiais militares em Minas Gerais. É que o professor do curso de sistemas de informação da PUC Minas em Betim Sandro Laudares criou, com a ajuda do aluno Elton Fernandes Alves, um aplicativo de geolocalização para smartphone que permite identificar e compartilhar endereços e posições geográficas de contatos salvos no aparelho. A PM afirmou que a intenção é fechar um convênio e testar o aplicativo, intitulado Oncoto?.

Disponível desde o início de julho, ele permite localizar pessoas no mundo inteiro ao indicar a distância exata de onde estão, além de possuir um botão emergencial que possibilita, em casos de acidentes ou assaltos, por exemplo, o envio da mensagem “preciso de ajuda” via SMS ou e-mail com a localização atual do usuário para uma lista preconfigurada.    Ele possibilita ainda o uso comercial, uma vez que empresas poderão usá-lo para monitorar onde seus funcionários ou prestadores de serviços estão gratuitamente, ao passo que rastreadores geram alto custo para as empresas. O Oncoto? também tem a função de rotas e indicação de tempo para se chegar ao contato selecionado. “A ideia é simples e útil. Usando o google maps, o aplicativo encontra a pessoa em qualquer parte do mundo. Por isso, acredito que esse poderá ser um grande passo para a segurança pública. Além disso, pais poderão saber onde seus filhos estão, e até os casais conseguirão monitorar seus pares”, enfatiza.   Gratuito O Oncoto? possui download gratuito. Está disponível apenas para o sistema Android, na Google Play Store, mas, como explica Laudares, tem previsão para ser baixado na iPlace em breve, assim como a versão em inglês. “Estamos desenvolvendo a versão IOS, para iPhone e iPad”, diz ele, ao se revelar ainda surpreso com o sucesso da ferramenta.    “Quando pensei nesse projeto, eu só queria ajudar a PM a dar uma resposta mais imediata às vítimas de algum tipo de crime. Em outubro de 2013, minha esposa foi sequestrada, e eu tive muita dificuldade em acionar a corporação e identificar onde ela havia sido deixada pelos criminosos. Na época, ela usou o telefone de uma testemunha para ligar e contar o que havia acontecido, mas eu a escutava com muita dificuldade. Perguntava ‘onde você está’, mas ela não me entendia”, conta o professor, ao justificar o nome do aplicativo Oncoto?.   Ele explica, no entanto, que, para acionar a pessoa cadastrada, via SMS, é preciso ter crédito no aparelho. Já se o pedido de ajudar for via e-mail, é preciso ter internet.    Agora, Laudares trabalha para atualizar telas de atalho para o botão de emergência. “O atalho poderá ser criado especificamente por cada usuário. Assim, em um momento de pânico, o pedido de ajuda será mais ágil, e um sequestrador, por exemplo, nem perceberá que terceiros já estão sabendo do crime”.   Sucesso A meta do professor é ter, até dezembro deste ano, 1 milhão de pessoas usando o aplicativo. Desde o início de julho, quando a ferramenta foi lançada, quase 3.000 pessoas já baixaram o Oncotô?.   Na avaliação do chefe da sala de imprensa da PM, major Gilmar Luciano, o aplicativo poderá ser um grande ganho para a segurança pública. “Nossa pretensão é celebrar um convênio com o professor. Antes, no entanto, vamos fazer um teste”, diz.   O estudante Pedro Rocha, que usa o Oncotô? para localizar amigos e conseguir uma carona até a faculdade, elogia a ideia. “Você pode usar para si próprio ou para ajudar a família e amigos”.

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