Projetos para baixios de viadutos não têm previsão de sair do papel

No ano passado, a prefeitura promoveu um concurso para selecionar os melhores projetos para os espaços embaixo de alguns viadutos da capital, mas ainda não há previsão de quando serão viabilizados

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Simulação do projeto vencedor para o viaduto Cinquenta e Dois
DIVULGAÇÃO/ PBH
Simulação do projeto vencedor para o viaduto Cinquenta e Dois

Após sete meses desde que foi divulgado o resultado do Concurso Público Nacional de Projetos de Arquitetura para Requalificação Urbana de Baixios de Viadutos em Belo Horizonte, a prefeitura da capital ainda não tem uma previsão de quando os estudos poderão começar a serem viabilizados. A prefeitura desembolsou R$ 32 mil em prêmios para os arquitetos pelas melhores propostas e a inscrição para a inscrição do projeto era de R$ 100,00.

Lançado no final do ano passado, o concurso tinha como mote selecionar as melhores propostas em formato de estudo preliminar. Os espaços contemplados com os projetos, levando em consideração as diretrizes propostas pela Lei 10.443, que institui a Política Municipal de Aproveitamento de Áreas sob Viadutos, seriam os viadutos Pedro Aguinaldo Fulgêncio - no eixo da avenida Francisco Sales -, o Helena Greco - antigo Castelo Branco -, o Cinquenta e Dois - na avenida Silva Lobo sob avenida Amazonas - e o Engenheiro Andrade Pinto, no Barreiro.

Nenhuma das empresas de arquitetura que tiveram os seus projetos vencedores são de Belo Horizonte. Para o baixio do viaduto Pedro Fulgêncio, foi selecionada a equipe do arquiteto Cassio Orlandi Sauer, de Porto Alegre (RS). “A nossa ideia para este viaduto é uma área de travessia e um espaço multiuso. O espaço funciona muito bem para carros, mas para quem está de bicicleta ou à pé acaba sendo uma barreira”, explicou Sauer.

Já para o Elevado Helena Greco, a proposta selecionada foi do arquiteto Vinícius Capella Gomes, de São Paulo, que visa ampliar o espaço para pedestres embaixo do viaduto e utilizar contêineirs para criar áreas de uso da população, como um restaurante popular e um albergue para moradores de rua.

No viaduto Cinquenta e Dois, a equipe de Capella também foi selecionada, por apresentar a proposta de implementar no baixio um espaço para a prática de esportes radicais e um playground para crianças em um espaço multiuso. E para o viaduto Engenheiro Andrade Pinto, a proposta, que tem como arquiteta responsável Natalia Loureiro Parahyba, de Campinas (SP), é transformar a exposição de artes já existente embaixo dele, em um espaço para melhor atrair o público, como a implantação de um “Café”, praça de convivência e banheiros.

Segundo o gerente de Projetos Urbanos Especiais, Ricardo Cordeiro e Costa, os baixios dos viadutos são espaços que podem ser melhor aproveitados. “Os baixios de viadutos são espaços culturalmente tidos como residuais, mas que conservam em si, devido à sua estratégica inserção urbana e à sua ampla superfície para aproveitamento, um grande potencial para se tornarem áreas qualificadas para encontros e para a realização de atividades ao ar livre, desde que objetos de requalificação urbanística. Através da implantação de medidas como o adequado tratamento paisagístico, a melhoria dos caminhamentos dos pedestres, a implantação de percursos acessíveis, a instalação de mobiliário urbano e a melhoria da iluminação pública, estes espaços podem se tornar propícios para permanência, lazer e para se constituírem como efetivos pontos de encontro. Tais ações reverteriam o estigma do abandono que ronda essas áreas, ampliando sua vitalidade, segurança e bem-estar social”, disse.

De acordo com a assessoria da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, ainda não há um cronograma definido para a realização dos projetos selecionados e a intenção é a viabilização por meio de parcerias público privadas ou concessão, o que ainda está sendo estudado pela prefeitura. O órgão também não informou quanto dinheiro foi gasto com a realização do concurso. 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave