Mauro Iasi defende calote seletivo da dívida brasileira

"Se perdermos investimento estrangeiro e ganharmos investimentos estatais mais sólidos, isso é o que queremos", diz candidato do PCB

iG Minas Gerais | Da Redação |

O candidato do PCB à Presidência, Mauro Iasi, afirmou nesta quinta-feira, 7, que sua candidatura visa provocar o debate e defendeu a reforma agrária e uma moratória seletiva da dívida, durante o primeiro bloco de sabatina no portal "G1" com perguntas de internautas.  "Temos uma proposta diferente e isso envolve um preço a pagar", afirmou Iasi, ao ser questionado sobre sua defesa de um calote da dívida. "Se perdermos investimento estrangeiro e ganharmos investimentos estatais mais sólidos, isso é o que queremos", completou. O candidato explicou que seria uma moratória seletiva na qual seu governo renegociaria a dívida para beneficiar outras metas a serem atingidas. "Não se pode comprometer tanto para pagar juros das dívidas quando há tanto a fazer em outras áreas." Iasi também foi questionado sobre a viabilidade de se implementar o comunismo no Brasil, após experiências passadas terem fracassado em outros países. "O que não tem dado certo é a forma capitalista. Socialismo é muito mais do que as experiências que tivemos no século 20, ele não pode deixar de ser uma alternativa", respondeu. O candidato também criticou a demora para a realização de uma reforma agrária e defendeu a legitimidade do Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST). Questionado sobre a reforma tributária, Iasi afirmou que ela não pode ser discutida somente a cada quatro anos, mas avaliou que a carga de impostos no Brasil não é tão grande quando comparada à de outros países. Sobre a Petrobras, o candidato afirmou que ela é uma "incógnita" e que é preciso ter maior controle do Estado, sem que seja mal gerida. "Muitas empresas privadas não são exemplo de gestão", comparou. Iasi é o terceiro candidato a presidente a ser sabatinado pelo G1. Zé Maria (PSTU) e Aécio Neves (PSDB) já participaram. A sabatina é dividida em três blocos. No próximo bloco serão feitas perguntas de jornalistas e, no terceiro, o candidato terá de responder apenas "sim" ou "não" para as questões apresentadas.  

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