Os episódios que só confirmam a vocação autoritária deste governo

Tendência é demonstrada até em episódios menos significativos

iG Minas Gerais |

DUKE
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Este governo não se emenda. Ele pode até tentar, mas não consegue esconder a sua vocação para o autoritarismo. Ele a revela periodicamente. Já não lhe satisfazem mais, apenas, o apoio, até mesmo financeiro (como ocorre por meio dos milhares de médicos cubanos), a regimes ditatoriais. Agora, faz questão de demonstrar essa vocação em episódios menos significativos, como o que envolveu a imagem do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro: a ministra Marta Suplicy teria ameaçado retirar da Igreja Católica a guarda (que só lhe dá despesas) da imagem se a polêmica proibição do seu uso (que, aliás, não precisava nunca ter acontecido) em filme do cineasta José Padilha sobre o Rio não fosse revogada. Mas é, com certeza, o recente episódio do Santander a mais emblemática demonstração desse modelo de ditatorialismo, ao qual se alinham seus principais líderes, a começar pelo palavroso presidente do PT, Rui Falcão. Ele se nivela a tantos outros facilmente identificáveis. Basta um rápido olhar sobre sua história para se concluir que sua atuação, nas últimas três décadas, em diversas oportunidades, foi sempre contra o regime democrático e, portanto, contra – repito pela enésima vez – o nosso mais importante e precioso bem – a liberdade. Ao tomarem conhecimento de um relatório do banco Santander, enviado aos seus clientes de alta renda, a presidente Dilma Rousseff e, também, o ex-presidente Lula da Silva, com o apoio da sua tropa de choque, de novo à frente o verboso Rui Falcão, saíram quase que de arma em punho exigindo a demissão da analista que teria sido sua autora. Mas, afinal, que dizia mesmo esse relatório? Absolutamente nada além do que o país já sabia de norte a sul: quando, nas intenções de votos, a presidente subia nas pesquisas de opinião, a bolsa caía, mas, ao contrário, quando ela caía nas intenções de votos, a bolsa subia. Para eles, o país acabara de ser vítima de uma conspiração estrangeira… Mas o grau de atrevimento do déspota jamais tem limites. Depois de Dilma Rousseff – que, na época, não era presidente da República, mas ministra de Estado e, ao mesmo tempo, presidente do Conselho Administrativo da Petrobras – ter sido excluída, injusta e ilegalmente, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), de qualquer responsabilidade na aquisição, pela estatal, da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos; depois de a presidente da Petrobras, Graça Foster, não ter sido incluída pelo despótico Tribunal, ao lado de outros diretores, como responsável pelo mau negócio; e, enfim, como se não bastasse tudo isso, surge, agora, de supetão, uma nova denúncia: os investigados pela CPI da Petrobras a cargo do nosso “excelso” Senado Federal, além de receberem com antecedência as perguntas previamente preparadas, foram treinados para respondê-las. Segundo o chefe do escritório da Petrobras em Brasília, José Eduardo S. Barrocas, as perguntas teriam sido formuladas pelo assessor especial da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, Paulo Argenta, pelo assessor da liderança do governo no Senado, Marcos Rogério de Souza, e pelo assessor da liderança do PT na mesma Casa, Carlos Hetzel. No último programa “Roda Viva”, a atriz e autora teatral Jandira Martini perguntou ao ator e dramaturgo Juca de Oliveira sobre o motivo da ausência, hoje, nas peças de teatro, do assunto “política”. “A corrupção, atualmente, respondeu Juca, se tornou absolutamente vulgar. Teria que refazer o meu texto todo santo dia…”. Para bom entendedor, um pingo é letra…

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