Seleção continua uma máquina de fazer dinheiro

iG Minas Gerais |

No dia 19, sairá a primeira convocação da seleção brasileira da nova era Dunga. Inimaginável que não haja nome ou nomes do Cruzeiro nessa lista, já que na defesa, no meio e no ataque há jogadores que merecem ser chamados e, especificamente, dois têm estilo que agradam ao treinador: o zagueiro Bruno Rodrigo, que se recupera de contusão, e o atacante Ricardo Goulart. Everton Ribeiro também tem cotação alta. Expectativa em relação a Fábio, preterido pelos antecessores de Dunga, que até agora não deu nenhuma pista sobre o que pensa sobre o goleiro cruzeirense. Grana é o que vale Mesmo com o vexame dos 7 a 1 para a Alemanha, a seleção continua sendo uma máquina de fazer dinheiro para a CBF, cada dia mais rica, e os seus filiados, mais endividados e de pires na mão permanente. Nada justifica convocações agora, a não ser para faturar cotas altíssimas nos amistosos, contra Colômbia e Equador, nos Estados Unidos, em setembro, a Argentina, em Pequim, em outubro, e, no encerramento do ano, em Istambul, contra a Turquia, em dezembro. Prejudica os clubes na disputa do Campeonato Brasileiro, mas aquece o mercado, ao colocar jogadores dos empresários que mandam em nosso futebol na vitrine mundial. Código furado A diretoria da CBF reuniu os clubes das Séries A, B, C e D para tratar do êxodo dos jogadores das categorias de base para o exterior e do assédio de clubes sobre atletas em formação nos coirmãos brasileiros. Propõe um “código de ética” entre eles. Só pode ser piada. Uma diretoria dessas falando em “ética” num assunto em que o dinheiro fala mais alto e em primeiro lugar. Simples assim Tivesse Jô dado um telefonema à diretoria ou ao técnico Levir Culpi pedindo uma folga na segunda-feira, certamente o noticiário sobre a vida dele nos últimos dias não teria acontecido. Mas, quando um jogador da seleção, titular do Atlético, simplesmente some, vira assunto obrigatório, com as especulações de praxe. Ossos do ofício. E a multa de 40% no salário põe fim ao problema. Méritos Começou ontem a decisão da Libertadores, entre San Lorenzo e Nacional, em Assunção. Nós, brasileiros, especialmente mineiros, estamos fazendo lembrar a fábula de La Fontaine “A Raposa e as Uvas” (É fácil desprezar aquilo que não se pode obter). Nem sempre o melhor vence, mas, pelo que vi de ambos, o time argentino é favorito e, além do mais, fará o segundo jogo em casa. Precisando reagir O América apresentou, ontem, o atacante Bruninho. Ele surgiu bem no Atlético Sorocaba, teve 50% dos direitos comprados pelo Flamengo, onde não emplacou, e foi emprestado ao Sport Recife, onde fez dez partidas e não marcou nenhum gol. A imprensa do Rio diz que o Flamengo vai pagar metade do salário dele em Belo Horizonte. O jogador tem 20% do próprio “passe”, e o Atlético Sorocaba, 30%. Cabeça cozida Lembra-se do lateral Diego Macedo? Também custei a me lembrar! Em 2005, ele passou pelo Atlético, indicado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo como uma grande “promessa”. Nunca deu certo em clube algum. Nesta semana, aprontou com o Bahia, um dos maiores e mais tradicionais clubes do país. Tão logo ficou sabendo que não estava relacionado para o jogo contra o Corinthians, pela Copa do Brasil, baixou o nível com o clube ao dar entrevista dizendo coisas tipo: “Isso aqui está uma merda, está uma bosta; vou pedir para sair daqui. Vou pedir para ir embora”. Mais um para pautas de futuras reuniões dos cartolas do Bom Senso Futebol Clube, que precisa criar uma cartilha para jogadores também.

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