Diretor da Match deixa a prisão após aval do Supremo

Executivo é acusado de integrar máfia de venda ilegal de ingressos para a Copa do Mundo

iG Minas Gerais |

Cabelo raspado. Whelan (dir.) saiu da cadeia após 23 dias preso
ALE SILVA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Cabelo raspado. Whelan (dir.) saiu da cadeia após 23 dias preso

Rio de Janeiro. O CEO da Match, Raymond Whelan, beneficiado por uma liminar concedida na última terça-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF), deixou ontem, às 14h40, o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona Norte do Rio. Com os cabelos raspados – como é de praxe para todo preso no sistema carcerário do Estado –, o executivo inglês saiu do presídio acompanhado de advogados do escritório de seu defensor, Fernando Fernandes.

Whelan é acusado de ser o principal fornecedor do milionário esquema de venda ilegal de ingressos da Copa do Mundo desarticulado pela “Operação Jules Rimet”, da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio (MP-RJ). Ele estava preso em Bangu desde 14 de julho, um dia após a final da Copa, quando se entregou após cinco dias foragido.

Dos 12 acusados de envolvimento na quadrilha, dois agora estão soltos: Whelan e o advogado paulista (ex-empresário do jogador Elano) José Massih, que já respondia em liberdade. O franco-argelino Lamine Fofana, apontado como o líder da quadrilha, continua preso em Bangu.

Na decisão proferida de sua casa, em Brasília, às 10h30 de terça (mas divulgada somente à tarde pelo Supremo Tribunal Federal), o ministro Marco Aurélio Mello afirmou que o inglês deve permanecer no Rio e atender à Justiça sempre que solicitado. O passaporte do CEO da Match está detido no Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ).

Como a decisão se trata de uma liminar, ainda cabe recurso, desde que o Ministério Público queira, por exemplo, entrar com um agravo contra a decisão. O MP-RJ ainda não informou se pretende recorrer. O mérito do habeas corpus (conteúdo do pedido) ainda tem de ser analisado pela turma do STF, que só se reúne às terças-feiras – e nada garante que o caso seja incluído já na pauta da semana que vem.

A defesa de Whelan informou que vai trabalhar agora para conseguir o arquivamento das acusações.

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