Rio terá que correr contra o tempo para cumprir prazos

Objetivo é de estar quase tudo pronto até o fim de 2015; dirigentes da EOM estão otimistas

iG Minas Gerais | Gabriela Pedroso |

Complexo de Deodoro. Local das disputas de basquete, esgrima, hipismo, pentatlo, entre outros, ainda tem muito mato e espaço vazio
CARLOS EDUARDO CARDOSO/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
Complexo de Deodoro. Local das disputas de basquete, esgrima, hipismo, pentatlo, entre outros, ainda tem muito mato e espaço vazio

Rio de Janeiro. Grandes campos verdes vazios em Deodoro, gigantescos canteiros de obras ainda em seu início na Barra da Tijuca e uma mobilidade urbana que requer profundas mudanças. Hoje, esse é o cenário do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, que torna quase impossível confiar no prazo otimista do Comitê Rio 2016 de que tudo estará praticamente concluído até o fim do ano que vem. Até o momento, a informação oficial é de que 55% de todo o projeto olímpico já está pronto. No entanto, mesmo entre as instalações correspondentes a esse percentual ainda existem intervenções a serem feitas. Nos 45% restantes, muita preocupação, e só uma boa dose do “otimismo” dos membros das entidades envolvidas no evento, visto durante essa semana, para confiar que os prazos serão cumpridos.

Como já não é novidade, o Complexo Esportivo de Deodoro é visivelmente o que mais preocupa. Em visita feita a parte das instalações dos Jogos, ontem, o que se viu foram espaços ainda vazios, cercados por muito mato. O início das obras que ainda têm de ser feitas no local – que representam cerca de 40% do total do complexo – foi no último dia 3 de julho. Na área, ainda serão construídas o Parque Radical, que receberá a canoagem slalom, a Arena Deodoro, para basquete, esgrima e pentatlo moderno, e a Arena Rugby.

Dentro dessas obras, algumas instalações serão temporárias, fato que se torna uma “muleta” para os dirigentes envolvidos no processo. “Muitos itens temporários não serão entregues agora em função dos custos com a manutenção até os Jogos. Por isso, vamos deixá-las para entregar em 2016”, disse Joaquim Monteiro, presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), entidade responsável por monitorar o andamento dos projetos.

Na Barra, a situação é um pouco melhor, mas boa parte das estruturas que estão sendo construídas ainda se encontra na fase de fundação. A Vila dos Atletas é uma das mais adiantadas, com todos os prédios já erguidos, mas ainda em obras.

Durante os Jogos Rio- 2016, são esperados cerca de 15 mil atletas – quase onze mil olímpicos e quatro mil paralímpicos – além de suas delegações, jornalistas e espectadores. Com tantas pessoas circulando, a questão do transporte no Rio será outro grande desafio. “Mobilidade urbana é um dos grandes desafios de qualquer cidade olímpica. É preciso transportar um grande número de pessoas”, admite Monteiro.

Confiança

“A arena do Complexo de Deodoro e as corredeiras artificiais para as provas de canoagem slalom representam os maiores desafios nas obras desta região.”

“Tenho acompanhado as obras do Complexo de Deodoro de perto e posso dizer que elas estão fluindo muito bem. Vocês vão ficar impressionados com o resultado.”

Joaquim Monteiro - Presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM)

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