Minientrevista

Marcelo Ribeiro - Vítima de pedofilia

iG Minas Gerais |

Como o senhor foi vítima dos primeiros abusos? O bispo resolveu criar um coral e levou o maestro às escolas para convidar crianças. Entrei (no grupo) aos 9 anos e fiz parte da primeira turma. Desde então, o maestro usava castigos físicos e pressão psicológica para exigir obediência. Com 11 anos, eu o via como um ídolo. Fui sendo assediado aos poucos, e não entendia o que acontecia.

Foi difícil romper os abusos?

Sim. Eu morava com ele em Novo Hamburgo (RS) e tinha medo de voltar para casa e de as pessoas descobrirem o abuso.

E o que houve quando o senhor resolveu contar?

Quando falei com minha mulher, vislumbrei a possibilidade de que aquilo não deveria ter acontecido só comigo. A lei trata do assunto corretamente? O crime prescreve, mas o abusador, não, e isso é muito grave. Precisamos discutir o assunto para evoluir na prevenção. É preciso que o abusado crie coragem para falar. Vergonha é a covardia do abusador. (LM)

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