Publicitário baleado em roubo reacende medo no Buritis

Crime foi na hora do almoço; vítima tentou arrancar carro e bandidos atiraram, no rosto

iG Minas Gerais | bernardo miranda, patrícia medeiros |

Comportamento. Moradores dizem que o medo já faz parte da rotina na região e pedem mais policiamento, de maneira permanente
MOISES SILVA / O TEMPO
Comportamento. Moradores dizem que o medo já faz parte da rotina na região e pedem mais policiamento, de maneira permanente

Pouco mais de seis meses após um funcionário da Câmara Municipal ser morto em uma tentativa de assalto no Buritis, na região Oeste de Belo Horizonte, outro roubo em que a vítima acabou baleada volta a trazer um clima de insegurança para moradores e frequentadores do bairro. Ontem, por volta das 12h30, o publicitário Carlos Alberto Speziali Barros, 47, foi atingido no rosto por dois bandidos que roubaram seu carro. O crime ocorreu na rua Senador Lima Guimarães, mesmo local onde o servidor público Christiano D’Assunção Costa, 34, foi assassinado, em janeiro deste ano.

Speziali estacionava o carro para ir à academia quando foi abordado por dois homens armados. Ele tentou arrancar o veículo, um Punto preto, mas os assaltantes atiraram. Um dos disparos acertou o rosto do publicitário, que desceu do carro e correu em busca de socorro. Os bandidos fugiram no Punto, e ele não corre risco de morrer.

“Ouvi um disparo. Quando olhei, vi um homem com a mão no rosto sangrando bastante e pedindo socorro. Em seguida, o carro passou em alta velocidade”, contou o carpinteiro Jackson Silva, 26.

O publicitário foi encaminhado ao Hospital de Pronto-Socorro João XXII, onde foi feita uma sutura para fechar o corte aberto pela bala, que teria passado de raspão, logo abaixo do olho direito. Ele deve receber alta ainda hoje.

Durou pouco. Moradores afirmam que o policiamento foi reforçado após a morte de Cristiano Costa, mas que durou pouco tempo. A psicóloga Gabriela Castro Morais, 37, mora no bairro, mas evita estacionar o próprio carro nas ruas da região, com medo de assaltos. “Não me sinto segura. Após aquele assassinato, o policiamento foi reforçado diante da reclamação dos moradores. Porém, não durou um mês”.

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