Para Amis, economia fraca estimula prática

iG Minas Gerais |

A responsabilidade de informar a diminuição do peso do produto é do fornecedor, mas o supermercado que comercializa também pode ser penalizado em caso de maquiagem de preço. “Trata-se de responsabilidade solidária. O supermercado tem que responder pelo o que acontece no seu interior”, explica Maria Inês Dolci, coordenadora da associação de defesa do consumidor Proteste.

O superintendente da Associação Mineira de Supermercados (AMIS), Adilson Rodrigues, explica que, muitas vezes, o supermercado não consegue identificar o problema, mas que quando informado toma as medidas cabíveis. “Um mix pequeno de supermercado tem 10 mil itens, então, muitas vezes, não conseguimos identificar o problema. Quando o próprio consumidor nos informa de uma problema como esse, tomamos uma atitude imediatamente, recolhemos produtos, devolvemos para o fornecedor, mesmo com prejuízo”, assegura Rodrigues.

O superintendente, porém, afirma que muitas vezes o fornecedor diminui a quantidade do produto para atender uma mudança de mercado. “O consumidor de hoje não quer saber de desperdício e as famílias diminuíram”, diz.

Por outro lado, Rodrigues não nega que existe ações ilegais. “Quando a gente detecta que um fornecedor bancou o espertinho, tomamos todas as providências. Pode ser uma indústria mal-intencionada”, afirma. “A economia mais devagar também pode incentivar empresas a tomar essa atitude”, conclui Adilson Rodrigues. (LP)

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