Produtores aprovam ‘firmeza’

Empresários ficaram satisfeitos com desempenho de Eduardo Campos e Aécio Neves em sabatina

iG Minas Gerais |

Elizabeth Farina se disse “decepcionada” com discurso de Dilma
Everton Amaro/Fiesp/divulgação
Elizabeth Farina se disse “decepcionada” com discurso de Dilma
Brasília. A proposta dos candidatos à Presidência Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) de fortalecer o Ministério da Agricultura caso sejam eleitos foi bem recebida por representantes dos produtores rurais que participaram da sabatina realizada ontem pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). “É uma demanda real do setor, que cobra uma interlocução numa pasta que tenha força. O setor pode e quer ter um ministério forte”, afirmou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Eduardo Riedel.   Ele evitou críticas ao desempenho do ministério no governo da presidente Dilma Rousseff (PT), afirmando que o agronegócio tem aprendido a dialogar sem focar em diferenças políticas, mas reconheceu que a pasta “perdeu muita força ao longo dos anos”. O presidente da Associação do Produtores de Soja e Milho do Brasil (Aprosoja Brasil), Almir Dalpasquale, avaliou Eduardo Campos como o presidenciável menos afinado com temas relacionados ao agronegócio. “A gente notou que o primeiro sabatinado (Campos) tinha maior dificuldade com a agenda do setor”, afirmou. “O segundo (Aécio) foi melhor, e a presidente Dilma conhece bem os assuntos”, avaliou o empresário. Campos recebeu elogios pelo desempenho na resposta mais espinhosa apresentada a ele: como via o histórico de defesa “radical” da sustentabilidade em alguns momentos do governo – numa referência indireta à sua colega de chapa Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente no governo Lula. “Achei o Eduardo Campos supercoerente quando defendeu a Marina e o meio ambiente”, observou o empresário do setor sucroalcooleiro Maurílio Biagi Filho. Frustração. Biagi Filho criticou a ausência do tema etanol no discurso de Dilma, que só falou do assunto em coletiva após a sabatina. “Ela não tocou nesse assunto porque é muito ruim para ela”, disse. Foram elaboradas 21 perguntas, entregues previamente a cada candidato, sendo que três delas foram apresentadas para resposta na sabatina. A presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, se disse “decepcionada” com a ausência do etanol no discurso. “Ainda que não tivesse sido questionada, (Dilma) teria que ter tratado do tema”, questionou. A ausência do tema Ministério da Agricultura nos discursos de Dilma na sabatina também frustrou as expectativas do presidente da Associação dos Criadores de Boi Zebu (ABCZ), Luiz Claudio Paranhos. “A presidente não empolgou. Acho que os outros (Aécio e Campos) foram firmes nas propostas, como a de reforma do ministério”, disse.

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