PSDB lidera em arrecadação

Balanço parcial do TSE mostra que Pimenta da Veiga conseguiu quatro vezes mais dinheiro que petista

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli |

Propaganda. TRE realizou ontem audiência para sorteio da ordem que os candidatos ao governo aparecerão nas inserções de rádio e TV
Karla Reis / CCS TRE-MG
Propaganda. TRE realizou ontem audiência para sorteio da ordem que os candidatos ao governo aparecerão nas inserções de rádio e TV

Se os tucanos começaram a disputa pelo governo de Minas atrás dos petistas nas pesquisas de intenção de voto, no quesito “arrecadação de campanha”, o cenário é bem diferente. De acordo com a primeira parcial da prestação de contas, divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite de ontem, a campanha de Pimenta da Veiga (PSDB) arrecadou quase quatro vezes mais que a de Fernando Pimentel (PT).

O tucano declarou ter recebido R$ 3,9 milhões somente no primeiro mês de campanha, contra R$ 1,1 milhão do petista. Os gastos de cada um acompanharam a proporção do que foi arrecadado. O candidato do PSDB declarou gastos de R$ 2,8 milhões, e o do PT, de R$ 717 mil.

A maior parte da verba arrecadada por Pimenta da Veiga (R$ 8 em cada R$ 10) veio da direção nacional de seu partido e o restante, do diretório nacional. No entanto, o montante, em sua maior parte, foi proveniente de doações que empresas privadas fizeram ao PSDB. Dessa forma, os maiores doadores da campanha tucana foram o Banco BMG e a Construtora Barbosa Mello – com R$ 1 milhão, cada.

Do lado petista, as doações vieram de três fontes: a Esdeva Indústria Gráfica (R$ 1 milhão), a MRV Engenharia (R$ 100 mil) e outros R$ 846 do deputado federal Reginaldo Lopes, do próprio PT. Até o momento, os diretórios estadual e nacional do partido não desembolsaram nenhum centavo na campanha de Pimentel.

A terceira via em Minas, representada pelo candidato Tarcísio Delgado (PSB) arrecadou, até o momento, R$ 474 mil, repassados pelo diretório estadual. O montante foi doado pelo Banco Santander (R$ 250 mil) e pela Cosan Lubrificantes (R$ 224 mil).

Mesmo com o lamento de alguns candidatos de que as doações estão mais escassas neste ano, o PSDB conseguiu maior volume de doações que há quatro anos, quando o candidato era Antonio Anastasia. À essa altura da disputa, o ex-governador de Minas tinha arrecadado pouco mais de R$ 3 milhões, ou seja, R$ 1 milhão a menos que Pimenta.

Já na chapa de PT e PMDB, a fonte parece ainda estar fechada, pelo menos nesse primeiro mês de campanha. Em 2010, quando o cabeça de chapa era o peemedebista Hélio Costa, sua campanha tinha arrecadado R$ 2,3 milhões, mais que o dobro do que conseguiu Pimentel no mesmo período.

Senado. Na disputa pela única vaga ao Senado, o ex-governador Anastasia arrecadou R$ 2,7 milhões até o momento. Os números de seu adversário Josué Alencar (PMDB) não estavam disponíveis no sistema do TSE, até ontem à noite.

Os candidatos Eduardo Ferreira (PSDC), André Alves (PHS) e Cleide Donária (PCO) – cuja candidatura foi indeferida anteontem – não informaram nenhum tipo de doação ou despesa. Fidélis Alcântara (PSOL) conseguiu R$ 3.937,50 vindos de doações de pessoas físicas, e Túlio Lopes (PCB) informou uma doação dele próprio no valor de R$ 200.

Atrasados

Parcial. Mais de 400 candidatos em Minas não cumpriram o prazo para o envio da primeira parcial da prestação de contas. Dos 1.873 relatórios esperados, chegaram à Justiça Eleitoral 1.458.

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