Moradores reclamam do congestionamento pós queda de viaduto na Pedro I

Leitores contaram à reportagem que estão gastando até 50 minutos a mais do que o normal para chegar ao trabalho

iG Minas Gerais | CAMILA KIFER |

Moradores de Venda Nova, em Belo Horizonte, enfrentam, há mais de um mês, dificuldades para deixar a região e seguir para o hipercentro da Capital. As grandes filas registradas, nas avenidas Vilarinho, Doze de Outubro e rua Padre Pedro Pinto, antes, formadas apenas no início da manhã e no fim da tarde, quando as pessoas deixavam suas casa em direção ao trabalho e retornavam dele, agora, após a queda do viaduto em construção na avenida Pedro I, virou algo normal ao longo do dia.

Seja no transporte público coletivo ou no individual particular, a população da região denuncia os grandes congestionamentos e reclamam da falta de prazo para solucionar o problema. "Eu moro em Venda Nova e estou gastando 50 minutos a mais que o normal para chegar até a Estação do Metrô Vilarinho. Sempre chego no serviço às 10h40, mas há dias que faltando 10 minutos para esse horário eu ainda estou parado na avenida Vilarinho, dentro do coletivo.", contou o morador de Venda Nova Ruan Andrade.   A operadora de  telemarketing, de Denise Renata, de 29 anos, que mora no bairro Lagoinha, mudou a rotina para conseguir chegar no trabalho no horário. “Antes saía de casa às 9h, agora, preciso sair às 8h para chegar no serviço à tempo”, relata.

Denise, utiliza a linha 521 (Justinópolis / Centro) do Move metropolitano. A operadora de telemarketing contou a reportagem de O TEMPO, que gasta 1h dentro do ônibus na rua Padre Pedro Pinto, entre o bairro Lagoinha e a avenida Doze de Outubro. Segundo ela, antes o trajeto era feito em apenas 30 minutos.

Já o maitre executivo, Charles Oliveira, de 39 anos, que mora no bairro Candelária, vai para o trabalho de carro e utiliza a avenida Vilarinho. Ele conta que após a queda do viaduto, o volume da carros dobrou na via. “Em determinados momentos, o tráfego na avenida Vilarinho supera 30 minutos, em um trecho que fica entre o shopping O Ponto e a avenida Cristiano Machado. Antes fazia esse trajeto em menos de 10 minutos”, relata.

A liberação da avenida Pedro I, que é a principal forma de deixar a região, parece estar longe de acontecer. Isso porque o laudo da Polícia Civil, que poderia esclarecer os motivos e liberar o local, deveria ser entregue na segunda-feira (4), no entanto, será estendido por mais 30 dias.

O prefeito de Belo Horizonte declarou que irá esperar o resultado do inquérito para decidir o que será feito em relação a demolição “em caráter de urgência” do que restou do viaduto.  

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