Americano é preso por pornografia infantil após denúncia da Microsoft

Empresa afirma que suspeito utilizava o serviço de armazenamento virtual da instituição

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Microsoft denuncia usuário nos EUA por compartilhar pornografia infantil
Wikipédia/Divulgação
Microsoft denuncia usuário nos EUA por compartilhar pornografia infantil

Uma indicação feita pela Microsoft levou à detenção de um homem no Estado americano da Pennsylvania, que foi indiciado por receber e compartilhar imagens pornográficas de crianças usando o serviço de armazenamento virtual da empresa, o OneDrive.

Documentos judiciais que detalham o caso foram publicados por um site especializado em vazamentos do tipo. Eles dizem que a detenção foi feita no último dia 31. O caso vem à tona depois da divulgação, nesta segunda-feira (4), de uma semelhante atitude tomada pelo Google, que denunciou um pedófilo depois de detectar na sua conta de e-mail imagens proibidas, também nos EUA.

O acusado, que tem entre 20 e 30 anos de idade, também usou sua conta de e-mail, registrada no serviço da Microsoft live.com, para tentar enviar duas fotografias com conteúdo ilegal. Ele as havia conseguido por meio de um aplicativo de mensagens concorrente do WhatsApp, o Kik.

Segundo a BBC, ele deporá preliminarmente na semana que vem. Uma ativista contra vigilância na internet ouvida pela rede britânica, Emma Carr, do grupo Big Brother Watch, disse que a Microsoft deveria "fazer tudo para informar usuários sobre que tipo de ações pode tomar para monitorar e analisar mensagens em busca de conteúdo ilegal, incluindo detalhes de quais atividades são vigiadas".

"Também é importante que toda companhia que monitora mensagens dessa maneira sejam muito claras sobre que procedimentos e que direitos existem para garantir que as pessoas não sejam acusadas erroneamente, caso compartilhassem conteúdo potencialmente ilegal de maneira legítima, para investigações ou pesquisas", disse.

Nos dois casos, o Google a Microsoft enviaram o material que havia sido difundido por seus usuários ao Centro Nacional de Crianças Desaparecidas ou Exploradas, órgão dos EUA que trata do tema. As empresas fazem varreduras em seus bancos de dados por imagens ilegais.

Em um comunicado assinado por Mark Lamb, diretor da unidade de crimes digitais da Microsoft, a empresa diz que "pornografia infantil viola tanto a lei quanto nossos termos de serviço, o que deixa claro que usamos tecnologias automáticas para detectar comportamento infringente que possa trazer danos aos nossos usuários ou outras pessoas."

A empresa usa uma tecnologia que chamou de PhotoDNA, que, segundo a Microsoft, cria uma "impressão digital" para cada imagem e que permite comparar imagens que transitam nos servidores da companhia de Redmond com um banco de dados de fotos com conteúdo ilegal.

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