Pintor estelionatário se passava por promotor para pedir doações

Uma das vítimas chegou a doar R$ 6 mil para o suspeito; pelo menos sete pessoas já procuraram a delegacia

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Suspeito, conhecido como
Polícia Civil/Divulgação
Suspeito, conhecido como "Goiaba", foi detido em uma obra onde trabalhava

Um pintor de 46 anos foi preso pela Polícia Civil (PC) de Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, após se passar por promotor de Justiça para pedir doações a pelo menos sete moradores do município. O estelionatário Cláudio José Nascimento, conhecido como "Goiaba", foi detido na obra em que trabalhava na terça-feira (5) após denúncias de duas vítimas. Porém, somente nesta quarta-feira (6) outras cinco pessoas que caíram no golpe procuraram a delegacia. 

Segundo as informações da delegada Daniela Diniz, responsável pela prisão, uma das vítimas a procurou nesta terça. "A vítima relatou que recebeu uma ligação de um promotor pedindo doações para reformar a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), que auxilia presos em regime semi-aberto", explicou a policial. 

Após convencer a sua vítima, Nascimento informava que enviaria um pintor responsável pela obra para recolher o dinheiro, sendo que ele mesmo ia até o local. "Uma das vítimas repassou R$ 6 mil e depois de suspeitar procurou a Apac, que negou que estaria recolhendo doações", lembrou Diniz.

Após a informação da prisão do suspeito sair nos noticiários, outras cinco pessoas que também doaram dinheiro para o suspeito procuraram a delegacia. "Cada vez ele pedia um valor, teve um que doou R$ 400, outro apenas R$ 70. O suspeito confessou o crime, mas o valor não foi recuperado e ele não informou em que gastou os valores", disse. Nascimento tem três passagens pela polícia por estelionato e uma por furto. 

Dicas

A delegada aproveita para dar alguns conselhos para empresários evitarem este tipo de golpe. "Antes de fazer qualquer doação, deve-se entrar em contato diretamente com a entidade beneficiada para se certificar. Além disso, não se deve aceitar o número passado pela própria pessoa, pois pode passar um contato de algum comparsa que se passará por funcionário", orientou Diniz. 

Ela também afirmou que é pouco provável que autoridades como promotores e juízes realizem pessoalmente pedidos de doações. 

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